Polícia

Homem dá detalhes de como matou ex no Rio e nega crimes de furto em Maceió

João Victor Souza com Bruno Protasio | 25/03/21 - 10h06 - Atualizado em 25/03/21 - 11h51
Flávio e Maria tiveram um relacionamento e viviam no Rio de Janeiro | Arquivo Pessoal

Flávio Batista, o homem preso em Maceió por assassinar a ex-mulher no Rio de Janeiro, confessou detalhes de como praticou o crime e que estava escondido na capital alagoana faz cerca de dois anos. Ele disse desconhecer as acusações de furtos contra mulheres maceioenses que conhecia na internet, mesmo que as investigações da polícia apontem o envolvimento dele.

Ao repórter Bruno Protasio, da TV Pajuçara, Flávio deu detalhes, com exclusividade, de como matou Maria Almeida de Oliveira por sufocamento em dezembro de 2018 e explicou que cometeu o homicídio pois tentava "salvar a própria vida". Após o crime, ele enterrou o corpo na sala de casa.

"Sim [confesso], foi um momento que aconteceu quando entramos em discussão, em luta corporal em casa. A gente morava em uma área de domínio de tráfico e ela começou a gritar. A única solução para eu não morrer foi sufocar ela. Aí ela deu o primeiro desmaio, eu tentei sair, ela gritou de novo, aí voltei a sufocar e aconteceu".

"Foi uma discussão normal, mas ela partiu para cima e dei um tapa nela. Tudo começou aí. Foram motivos banais mesmo, negócio de ciúmes, essas coisas assim...", continuou o assassino confesso.

Flávio ainda destacou que, após o assassinato, tentou localizar os familiares da ex-mulher. Ele contou que queria "ganhar tempo" para poder deixar a comunidade, porque estava com medo de morrer. 

"Logo depois, fui para a rodoviária do Rio, consegui uma passagem para Feira de Santana, com destino para a minha cidade. Aí permaneci um dia lá, e peguei passagem para minha cidade. Aí depois fui para Aracaju, Laranjeira, fiz um dinheiro por lá, aí sim vim para Maceió", disse Flávio.

As investigações da polícia alagoana mostram que o homem teria praticado furtos contra mulheres que conhecia nas redes sociais de relacionamento. Ele marcava encontros com as vítimas, convivia com elas por um período e depois cometia o crime.

"Fiquei sabendo depois que me falaram ontem. Tô sabendo não", limitou-se o homem a dizer sobre os crimes em Maceió. Segundo a polícia, Flávio se apresentava com o nome falso de Gabriel Martins e ganhava a confiança das mulheres antes de cometer os furtos. No momento da prisão, inclusive, ele foi flagrado com todos os cartões de crédito de uma das vítimas na carteira.

Crime no Rio

Flávio Batista foi apontado pela polícia do Rio como o principal suspeito do assassinato de Maria Almeida de Oliveira, ocorrido em dezembro de 2018, no Morro da Quitanda, no bairro de Pavuna, na zona norte da capital. Ele estava há mais de dois anos foragido.

De acordo com Gustavo Xavier, da Deic, havia o mandado de prisão preventiva em aberto contra ele pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O homem não ofereceu resistência e aparentou tranquilidade no momento da prisão.

Flávio confessou que já foi usuário de drogas e que há dois meses morava no Jacintinho, em um imóvel onde funciona uma pizzaria.