Homem é operado após aplicar supercola no próprio pênis para resolver incontinência urinária

Episódio ocorreu no Irã; aplicação gerou bloco rígido na região da uretra e impediu que médicos buscassem soluções diferentes de uma cirurgia

Publicado em 01/09/2026, às 08h36
Imagem ilustrativa - Freepik/Magnific
Imagem ilustrativa - Freepik/Magnific

Por Extra Online

Um homem de 41 anos no Irã precisou de cirurgia para remover um bloco de 10 centímetros de supercola de sua uretra, após tentar tratar a incontinência urinária em casa, resultando em retenção urinária total.

O paciente aplicou a cola por duas semanas, o que inicialmente parecia eficaz, mas rapidamente formou um tampão que causou dores intensas e obstrução, levando-o a buscar atendimento médico apenas após uma semana de sofrimento.

Os cirurgiões realizaram uma incisão para remover a cola, e o caso é considerado raro na literatura médica, com o paciente se recuperando completamente em seis semanas após o procedimento.

Resumo gerado por IA

Um homem de 41 anos, do Irã, que sofria de incontinência urinária havia cerca de um mês, viveu um drama após tentar solucionar o problema e aplicar supercola na própria uretra. O desfecho foi uma emergência que exigiu cirurgia para a remoção de um bloco endurecido de 10 centímetros de cola, que impedia totalmente o fluxo de urina.

De acordo com um relatório clínico publicado na revista médica "Caspian Journal of Internal Medicine", o paciente passou duas semanas aplicando a cola doméstica no canal urinário, na tentativa desesperada de selar o vazamento. Embora o método tenha funcionado inicialmente, a cola endureceu rapidamente, formando um tampão denso que causou retenção urinária total.

O homem ainda suportou uma semana de dores intensas na região abdominal antes de buscar atendimento em uma clínica ambulatorial.

Ao examiná-lo, os médicos ficaram perplexos. O pênis do paciente estava ereto, com um objeto estranho rígido perceptível sob a pele e fragmentos quebradiços de cola na abertura. Devido à obstrução total, os urologistas não conseguiram realizar uma cistoscopia, procedimento que insere uma pequena câmera para visualizar a uretra.

Os especialistas também descartaram o uso de solventes, como a acetona, para dissolver o material.

"O tecido da uretra é muito delicado e inserir qualquer coisa nesse tubo sensível apresenta o risco de danificá-lo, o que pode levar a uma infecção grave", explicaram.

Diante do cenário, os cirurgiões realizaram uma incisão na glande, irrigaram a área com soro fisiológico por 15 minutos para amolecer a substância e extraíram o bloco.

A literatura médica classifica a inserção de corpos estranhos dessa natureza como uma prática "relativamente rara". Embora episódios semelhantes costumem estar associados à gratificação sexual ou transtornos psiquiátricos, a equipe médica confirmou que o paciente não apresentava histórico de distúrbios, agindo puramente por desespero e falta de informação.

Historicamente, este foi apenas o quarto caso relatado de supercola na uretra. Após o procedimento e os pontos, o fluxo urinário do homem retornou ao normal e ele se recuperou plenamente em seis semanas.

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