Ifal vai adotar medidas administrativas contra servidor suspeito de estuprar criança

Publicado em 22/07/2026, às 17h59
Operação Face Oculta - Reprodução / TV Pajuçara
Operação Face Oculta - Reprodução / TV Pajuçara

Por TNH1

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) se manifestou após a prisão de um servidor envolvido em uma operação policial que investiga crimes de estupro de vulnerável e abuso sexual infantil, destacando seu compromisso com a ética e a integridade na instituição.

As investigações, que duram cerca de dois meses, revelaram que um dos presos é acusado de estuprar uma adolescente de 14 anos, com abusos iniciados quando a vítima tinha apenas 11 anos, além de indícios de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil.

A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca, apreendendo dispositivos que serão periciados para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas, enquanto o Ifal se compromete a tomar medidas administrativas se a culpabilidade de seu servidor for confirmada.

Resumo gerado por IA

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) se posicionou, nesta quarta-feira, 22, após a prisão de um servidor no desdobramento da Operação Face Oculta, realizada pela Polícia Civil, que resultou no cumprimento de cinco mandados judiciais contra investigados por crimes de estupro de vulnerável e de produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Um dos presos é vinculado ao instituto. 

Por meio de nota oficial, o Ifal informou que vai adotar todas as providências administrativas cabíveis contra o servidor, caso sejam confirmadas as denúncias.

Veja o que disse o Ifal:

"NOTA À IMPRENSA

Diante dos fatos divulgados pela imprensa nesta manhã (22), o Instituto Federal de Alagoas afirma que repudia qualquer forma de violência e que irá acompanhar a situação com a seriedade exigida.

Em caso de confirmação do envolvimento de um servidor da instituição no ocorrido, o Ifal informa que adotará todas as providências administrativas cabíveis, em conformidade com a legislação vigente e com seus normativos internos.

O Ifal tem promovido uma cultura de integridade no serviço público. Todas as denúncias e manifestações têm recebido tratamento de acordo com sua natureza. Por envolver uma investigação em curso, não comentaremos sobre o mérito das acusações, em respeito ao trabalho das autoridades competentes e para evitar prejuízos às apurações.

O Instituto permanece à disposição para colaborar com o que for necessário e reforça seu compromisso com a ética, a integridade, o respeito aos direitos humanos e a proteção de toda a comunidade acadêmica.

Esclarecemos, ainda, que o Ifal possui plano de enfrentamento e combate ao assédio, discriminação e demais violências. Para saber mais, acesse:
https://www2.ifal.edu.br/acesso-a-informacao/prevencao-e-enfrentamento-do-assedio-e-da-discriminacao".

De acordo com a polícia, o investigado foi preso por estupro contra uma criança de dois anos da própria família. Durante as investigações também foram encontrados indícios de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além da prática de zoofilia, conduta enquadrada como crime de maus-tratos contra animais. 

"O indivíduo possui vínculo com o Ifal, trabalhava nessa instituição como professor. Também é preocupante, porque tem acesso a adolescentes que frequentam a instituição", comentou a delegada Talita Aquino à TV Pajuçara no Balanço Geral


A operação

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão nesta quarta-feira, 22. A ação foi coordenada pela Polícia Civil e contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Científica e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).

Em entrevista ao programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara, as delegadas Maíra Balby e Talita Aquino informaram que as investigações foram iniciadas há cerca de dois meses para apurar a conduta dos suspeitos.

Um dos presos é investigado por estuprar uma adolescente de 14 anos, de quem era professor de música. Conforme a Polícia Civil, os abusos tiveram início quando a vítima tinha 11 anos e se estenderam por anos. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos um aparelho celular e um veículo, que serão periciados. O segundo suspeito é o servidor do Ifal citado acima.

De acordo com as delegadas, a investigação reúne vídeos, imagens e mensagens que reforçam os indícios da atuação dos dois homens. Um dos casos foi denunciado anonimamente, enquanto o outro chegou ao conhecimento da polícia por meio de familiares da vítima.

A perícia nos materiais apreendidos deverá auxiliar na identificação de possíveis consumidores e compartilhadores do conteúdo criminoso, além de apontar a existência de outras vítimas.

As menores identificadas até o momento são uma adolescente e uma criança do sexo masculino. A Polícia Civil informou que os inquéritos seguem em andamento e não descarta novas diligências.

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