A partir de 22 de março, contribuintes poderão consultar o 1º lote de restituições do Imposto de Renda 2026, que totaliza R$ 16 bilhões, o maior valor já pago pela Receita Federal em um único lote, beneficiando mais de 8,7 milhões de pessoas.
Dentre os valores, R$ 8,64 bilhões serão direcionados a contribuintes prioritários, incluindo idosos, pessoas com deficiência e aqueles que utilizam a declaração pré-preenchida com opção de recebimento via PIX.
Os pagamentos ocorrerão em quatro lotes, com o primeiro agendado para 29 de maio, e a Receita Federal disponibiliza ferramentas online para consulta e correção de pendências nas declarações.
Os contribuintes poderão fazer a consulta ao 1º lote de restituições do Imposto de Renda 2026 a partir desta sexta-feira (22). A consulta será aberta às 10h.
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Este é o maior valor já pago pela Receita Federal em um lote de restituição do IRPF, e contempla também restituições residuais de exercícios anteriores.
Os pagamentos serão feitos a partir de 29 de maio — mesmo dia em que se encerra o prazo para declaração.
Ao todo, mais de 8,7 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 16 bilhões. O lote também inclui restituições residuais de exercícios anteriores.
Do total, aproximadamente R$ 8,64 bilhões serão destinados aos contribuintes prioritários. São eles:
Veja o calendário da restituição do IR 2026
Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. O prazo para entrega das declarações começou em 23 de março.
Veja as datas dos pagamentos:
Como fazer a consulta?
Assim que a consulta estiver disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição".
A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.
A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.
Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.
"Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota.
Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:
Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.
Malha fina
Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".
Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.
Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.
Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".
Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.
O Fisco informará:
No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.
Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).
Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.
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