Uma operação do Ministério Público de São Paulo resultou na prisão de um ex-estagiário que invadia sistemas do órgão e extorquia criminosos, evidenciando a infiltração do PCC em instituições públicas. A ação, chamada Operação Infiltrados, também prendeu o Chefe dos Investigadores da Dise de Campinas e um ex-investigador da Polícia Civil.
As investigações revelaram que o estagiário se infiltrou em uma Promotoria de Justiça para identificar criminosos ricos e extorqui-los em troca de proteção nas investigações. Ele contava com a ajuda de outros agentes, incluindo um policial penal e um ex-policial civil, ambos envolvidos em atividades ilícitas.
A operação é um desdobramento de ações anteriores e contou com o apoio das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, além da OAB. O MP continua a investigar as informações privilegiadas que foram repassadas por um dos presos ao PCC.
Uma operação do Ministério Público de São Paulo contra a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em órgãos públicos prendeu, na manhã desta terça-feira (9), um ex-estagiário do próprio órgão após investigações descobrirem que ele invadia sistemas de dados do MP e extorquia criminosos.
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O homem foi preso durante a Operação Infiltrados, que também prendeu o Chefe dos Investigadores da Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) de Campinas e um ex-investigador da Polícia Civil.
Como estagiário invadiu o MP
Segundo as investigações, um dos principais membros da organização criminosa havia sido vítima de extorsão, praticada por agente que usava informações prvilegiadas. O responsável pelo crime seria o, até então, estagiário do MP.
Ele teria, meses antes, propositalmente se infiltrado em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos. Ao usar os bancos de dados e sistemas de pesquisa do órgão, além de contar com auxílio de outros agentes, o estagiário teria conseguido identificar criminosos que possuíam muito dinheiro.
A partir da identificação, ele passou a extorquir os criminosos em troca de suposta proteção nas investigações. Entre os agentes que ajudavam o estagiário estaria um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da polícia anos antes por crime de extorsão mediante sequestro.
Os atos de extorsão teriam sido realizados com o uso de internet de um escritório de advocacia.
Encontro entre executor do plano e investigado
De acordo com as apurações, uma semana antes da deflagração da Operação Pronta Resposta, em 2025, um dos principais suspeitos por um plano que planejava a execução de um promotor do MP se reuniu com o Chefe dos investigadores da Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) de Campinas, também preso nesta manhã.
O MP ainda investiga as informações privilegiadas que foram repassadas pelo investigador de polícia ao criminoso.
A operação desta manhã, que é um desdobramento das Operações 'Pronta Resposta' e 'Off White', contou com apoio das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, além da Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.
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