Polícia

Influencer denuncia que foi dopada e estuprada após encontro em bar, em Maceió

Redação, com TV Pajuçara | 03/01/22 - 19h16 - Atualizado em 04/01/22 - 07h17
Reprodução / TV Pajuçara

A digital influencer Eduarda Martins, de 24 anos, denunciou que foi dopada, estuprada e roubada após se encontrar com um homem em um bar, na orla de Maceió. Em entrevista concedida nesta segunda-feira, 3, ao Fique Alerta, da TV Pajuçara/Record TV, ela contou que já conhecia o homem, que é de Brasília, e havia marcado para ir ao bar ainda durante o dia.  

"Eu tinha combinado com esse rapaz que eu já conhecia, de sair com ele para esse bar na orla. A minha pretensão era ficar lá por pouquinho tempo, entre 14h e 17h, pela tarde. Nesse dia entrei no bar, fiquei na mesa conversando com os amigos dele. Eu bebi no total três copos, depois de 16h a minha memória não lembra mais de nada. Foi quando fui fazer a denúncia na delegacia da mulher. A minha primeira pretensão foi a questão dos meus bens, porque é o meu trabalho, meu sustento. Além de ter causado esse trauma no meu corpo, foi uma questão do meu trabalho. Quando abri meu computador, meu Instagram estava logado, a sorte foi essa, consegui falar com uma amiga, porque eu também estava sem cartão, sem celular para fazer pix, totalmente sem comunicação e dinheiro, e não sabia de nada. Eu disse: 'Amiga, aconteceu isso, eu acordei sem calcinha'. Ela disse: 'Vá para o meu estúdio, que é perto da sua casa, vamos resolver isso'. Quando eu contei a história, ela disse: 'Amiga, você sofreu abuso'. No outro dia foi quando apareceram os hematomas. Um hematoma no peito, percebi também a minha parte íntima machucada", contou.

A vítima afirmou que procurou a Delegacia da Mulher, registrou boletim de ocorrência e em seguida foi ao Hospital da Mulher, no Poço, para passar pelos devidos procedimentos. "A pior parte é não lembrar de nada e não saber o que aconteceu com meu corpo, só ter sensação de medo. O que eu quero é tentar voltar ao máximo de normalidade possível e que a Justiça seja feita".

Quem está acompanhando o caso é a advogada Júlia Nunes, da Associação AME. "O mínimo que deveria ter sido feito era, quando a vítima chegou na Delegacia da Mulher, as autoridades locais deveriam ter procurado o agressor e conduzido-o para a delegacia, para que houvesse a identificação e todos os direitos dela fossem resguardados", disse a advogada. 

Além de denunciar os crimes, a vítima vem recebendo apoio, mas também alguns ataques após expor o caso nas redes sociais. "Essas pessoas estão sendo cadastradas. Todas que tentarem macular a imagem ou ridicularizá-la, vamos tomar as medidas cabíveis. O agressor vai responder pelo furto e pelo estupro. E aquelas pessoas que estão fazendo isso para atingi-la, responderam por crime contra a honra", pontuou a advogada.

Já nesta segunda-feira, 3, o delegado-geral da Polícia Civil, Carlos Reis, designou a delegada Maria Angelita como delegada especial para conduzir as investigações sobre o caso.