A influenciadora autista Raquel Nery foi impedida de embarcar com seu cão de serviço em um voo da LATAM, apesar de ter toda a documentação necessária, o que gerou repercussão nas redes sociais e levantou questões sobre acessibilidade para pessoas com deficiência.
Raquel já havia viajado sem problemas com outra companhia aérea e contesta a justificativa da LATAM de que o prazo de solicitação não foi cumprido, ressaltando que a presença do cão é um direito constitucional para garantir sua mobilidade.
Após a polêmica, a LATAM entrou em contato com Raquel e afirmou que segue as diretrizes de transporte de animais estabelecidas por órgãos reguladores, enquanto a influenciadora precisou comprar uma nova passagem para cumprir compromissos em São Paulo.
A influenciadora autista Raquel Nery denunciou, nas redes sociais, que foi impedida de embarcar com um cão de serviço em um voo no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió, com destino a São Paulo. O caso ocorreu no último fim de semana, após ela participar de um congresso sobre ciência e inclusão no neurodesenvolvimento na capital alagoana.
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Segundo Raquel, a viagem de ida foi realizada por outra companhia aérea, sem qualquer problema. Já o retorno seria feito pela LATAM, e toda a documentação necessária para o transporte do animal teria sido enviada no dia 16 de abril.
A influenciadora afirma possuir laudos médicos e neuropsicológicos que comprovam a necessidade do cão de serviço, além da documentação do animal, incluindo certificações de adestramento, saúde e vacinação.
Ainda assim, às vésperas do embarque, ela foi informada de que não poderia viajar com o cão sob a justificativa de que o prazo de solicitação não teria sido cumprido, o que ela contesta.
“É direito da pessoa com deficiência embarcar com seu cão de serviço, porque isso é constitucional ao nosso direito de ir e vir. Negar um cão guia a uma pessoa com deficiência visual, negar um cão ouvinte para uma pessoa surda ou um cão de serviço para um autista é como negar uma cadeira de rodas; é negar acessibilidade. É uma inclusão que só existe no papel”, declarou.
Com outro compromisso em São Paulo, relacionado ao autismo, Raquel precisou comprar uma nova passagem por outra companhia para chegar a tempo. Após a repercussão do caso nas redes sociais, ela informou que enfim foi procurada pela empresa para tratar da situação.
O que diz a companhia aérea
Em nota, a LATAM informou que entrou em contato com a Raquel e alegou adotar as recomendações estabelecidas pelos órgãos reguladores. Confira a nota completa:
A LATAM informa que entrou em contato com a cliente e reforça que adota as recomendações do Plano de Melhorias do Transporte Aéreo de Animais Domésticos (PATA), alinhadas ao Live Animal Regulations (LAR) da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Todas as orientações para o transporte de pets estão disponíveis em: https://www.latamairlines.com/br/pt/experiencia/prepare-sua-viagem/transporte-de-animais-de-estimacao
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