Instrutor cita gritos e diz que cliente anterior em caso de morte durante rope jump desistiu

Publicado em 16/06/2026, às 13h44
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Por Folhapress

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após saltar da Ponte do Esqueleto em Limeira sem estar presa à corda de segurança durante um evento de rope jump, gerando preocupações sobre a segurança da atividade.

O instrutor presente afirmou que a checagem de segurança deveria ter ocorrido antes do salto, mas ele não era responsável pela fixação da corda e não percebeu a ausência do equipamento até os gritos de socorro.

Três homens foram presos e indiciados por homicídio com dolo eventual, enquanto a defesa argumenta que o caso deve ser tratado como crime culposo, sem intenção de matar, e os clientes envolvidos estão em estado de choque.

Resumo gerado por IA

Um instrutor ouvido pela Polícia Civil afirmou que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, foi a primeira pessoa do dia a saltar na modalidade conhecida como "aviãozinho" no evento de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A jovem morreu no sábado (13) após ser lançada da estrutura sem estar presa à corda de segurança.

Uma cliente desistiu antes de Maria Eduarda. O salto de outra pessoa estava previsto antes do da jovem na modalidade "aviãozinho", mas a pessoa que saltaria ficou com medo e desistiu. O instrutor não deixa claro se a pessoa desistiu apenas de saltar no modo "aviãozinho" ou abandonou a atividade.

Maria Eduarda foi a primeira no "aviãozinho" naquele dia. Em relato à polícia, o instrutor disse não se lembrar exatamente da ordem dos saltos, mas apontou que a jovem estava entre a 11ª e a 19ª participante do evento.

Ele afirma que estava de costas no momento da queda. O profissional contou que estava a cerca de quatro metros da plataforma, equipando outra cliente, quando o salto de Maria Eduarda aconteceu.

Gritos chamaram a atenção após o salto. O instrutor relatou que era comum os participantes gritarem durante os saltos, assim como o público ao redor. Ao ouvir a gritaria, ele se virou e percebeu que a jovem já havia caído.

"O que eu ouvi foi 'meu Deus, a menina, socorre menina' porque é normal a pessoa gritar quando ela pula e a galera que está em volta gritar junto. Eu ouvi gritos e, quando eu virei, já tinha acontecido", disse o instrutor, em depoimento à polícia.

No "aviãozinho", a pessoa é erguida antes de ser lançada. O instrutor descreveu à polícia que, nesse tipo de salto, os responsáveis levantam o participante acima da cabeça para dar impulso.

A checagem de segurança deveria ocorrer antes da plataforma. Ele disse que a corda precisava estar presa antes de o participante ser levado à área de salto ou erguido pelos instrutores.

O profissional negou ser responsável pela fixação da corda. A função dele, de acordo com o próprio relato à polícia, era receber os clientes, organizar a ordem dos saltos e colocar itens como capacete, peitoral e mosquetões que deveriam ser presos em duas cordas e cadeira de sustentação.

Ele também declarou que não ouviu nenhum alerta sobre a ausência do equipamento de segurança. A percepção de que algo havia dado errado veio após os gritos. Quando olhou para a área do salto, a jovem já havia caído. Depois da queda, uma enfermeira que estava no local pediu ajuda para descer até onde Maria Eduarda estava e iniciar os primeiros socorros.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem estar conectada à corda de segurança. O caso aconteceu durante uma atividade de rope jump em Limeira.

Vídeos do momento mostram a jovem sendo erguida e arremessada por três homens. De acordo com o boletim de ocorrência, a gravação apresentada à polícia indica que ela foi lançada em queda livre, sem equipamento de segurança preso ao corpo.

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Três homens foram presos em flagrante e indiciados por homicídio com dolo eventual. A Justiça converteu as prisões em preventivas. Outros integrantes do grupo foram ouvidos e liberados por falta de elementos que indicassem participação direta na morte.

O QUE DIZ A DEFESA

O advogado dos três presos afirmou, em manifestação ao Fantástico, da TV Globo, que os clientes estão em estado de choque. Eles não conseguem explicar o que levou à falha.

A defesa contesta a suspeita de homicídio doloso e sustenta que o caso deve ser tratado como crime culposo, sem intenção de matar. O espaço segue aberto para novas manifestações dos envolvidos.

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