Contextualizando

JHC é o fiel da balança eleitoral

Em 10 de Março de 2026 às 09:40
A indefinição do prefeito João Henrique Caldas (PL) sobre sua participação na eleição deste ano em Alagoas, embora seus aliados mais próximos deem como certo que ele concorrerá ao governo, é o tema principal desses últimos dias do fim do prazo de desimcompatibilização.
Até 4 de abril, JHC tem de decidir se continua na prefeitura para concluir o mandato que vai até 31 de dezembro de 2028 ou se vai renunciar ao mandato em tempo hábil para poder concorrer a governador ou a senador.
O prefeito de Maceió tem liderado as pesquisas para o governo do Estado e até agora nunca desmentiu publicamente que teria feito um acordo com o presidente Lula (PT) para não ser candidato a governador para apoiar o senador Renan Calheiros Filho (MDB) e, para o Senado, apoiar Renan Calheiros pai, também MDB.
Do lado oposto ao grupo dos Calheiros há dois deputados federais aliados de primeira hora de JHC e que esperam seu apoio para a disputa ao Senado - Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (União Brasil) - , além do ex-deputado estadual Davi Davino Filho (Progressistas), também pretendente ao Senado.
Para embaralhar ainda mais o jogo político, sua mulher, primeira dama Marina Candia, tem sido citada como nome certo para concorrer ao Senado ou à Câmara dos Deputados.
Nesse cenário, JHC aparece como fiel da balança e, qualquer que seja a sua decisão, vai desagradar a um dos um grupos - inclusive se resolver concluir o mandato de prefeito.

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