Justiça Federal concede acesso a prontuário e documentos sigilosos da morte de Tancredo Neves

Publicado em 26/10/2026, às 18h03
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por G1

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu, por unanimidade, que a família de Tancredo Neves terá acesso a documentos sigilosos relacionados à sua morte, o que pode trazer novos esclarecimentos sobre o caso que ocorreu em 1985.

A família questiona a versão oficial da morte, atribuída a uma infecção generalizada, e busca evidências que possam indicar erro médico, ressaltando que a divulgação dos dados é importante para a história do país.

Após mais de uma década de trâmites judiciais, incluindo um parecer favorável do Ministério Público Federal em 2014, o processo foi reativado e agora o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do DF devem liberar os documentos solicitados.

Resumo gerado por IA

Em decisão unânime, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) aprovou nesta segunda-feira (26) o acesso a documentos sigilosos sobre a morte do ex-presidente Tancredo Neves.


A ação movida pela família de Tancredo pede acesso todos os procedimentos ligados à saúde do político.


Com a nova decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), devem liberar prontuários, relação de médicos e outros documentos relativos ao período em que Tancredo esteve no Hospital de Base, em Brasília.

Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial e morreu um mês depois, em 21 de abril de 1985.


Na ocasião, a morte foi atribuída a uma infecção generalizada após o eleito ser internado no Hospital de Base com dores abdominais. Durante o período, ele passou por sete cirurgias.

A versão é questionada pela família, que aponta possibilidade de erro médico.
Para a advogada dos familiares, Juliana Porcaro, a divulgação dos dados não é apenas de interesse das pessoas próximas, mas ajuda a contar a "história de uma nação".


O g1 entrou em contato com o Conselho Federal de Medicina e com o Conselho Regional de Medicina do DF, e aguarda retorno.

Cronologia

O processo que pede a abertura de sigilo foi aberto há mais de uma década pela família, mas encerrado em primeira instância em 2012.


O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou de forma favorável à família em 2014. Mas, ainda assim, a ação ficou paralisada por mais de 10 anos.


Só em 2025, o pedido voltou a tramitar no TRF-1.

Gostou? Compartilhe