Justiça nega habeas corpus para empresário acusado de incendiar apartamento da ex na Ponta Verde

Publicado em 10/06/2026, às 11h27
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Por Redação

Marcello Gusmão de Aguiar Vitório, investigado pelo incêndio no apartamento da ex-namorada em Maceió, teve seu pedido de habeas corpus negado e é considerado foragido após ter sua prisão decretada há mais de um mês.

O empresário é acusado de descumprir 1.449 vezes medidas protetivas, e sua defesa argumenta que ele não violou intencionalmente as restrições de distanciamento, citando problemas técnicos com o sistema de monitoramento.

A defesa já anunciou que entrará com um recurso ordinário constitucional para contestar a decisão judicial, enquanto Marcello enfrenta acusações de tentativa de homicídio e violência psicológica, além de ter sido preso anteriormente por cerca de dois meses.

Resumo gerado por IA

O empresário Marcello Gusmão de Aguiar Vitório, investigado pelo incêndio no apartamento da ex-namorada no bairro Ponta Verde, em Maceió, teve o pedido de habeas corpus negado pela Justiça na manhã desta quarta-feira (10). Ele teve a prisão decretada há mais de um mês e é considerado foragido.

No dia 4 de maio deste ano, a Justiça alagoana determinou a prisão preventiva do empresário, pela 8ª Vara Criminal da Capital. Segundo as investigações, Marcello teria descumprido reiteradamente, 1.449 vezes, medidas protetivas concedidas à ex. Desde então, não foi localizado e não se apresentou à polícia.

O advogado Marinésio Luz, que assumiu recentemente a defesa do empresário, confirmou ao TNH1 o julgamento realizado nesta manhã e explicou o argumento da defesa para o pedido de habeas corpus.

"Estamos entrando com o recurso ordinário constitucional para reverter a recente decisão judicial", informou ao destacar que a ordem de prisão foi motivada por violação do raio de aproximação em relação à vítima, uma medida protetiva que havia sido imposta anteriormente. No entanto, o advogado alegou que Marcello cumpriu as restrições de distanciamento e que não houve qualquer tentativa de aproximação.

Para a justificativa, o advogado destacou que o próprio empresário procurou voluntariamente o sistema de monitoramento para relatar que o seu equipamento estava com defeito. A defesa ressalta que o problema técnico era real, tanto que o aparelho chegou a ser substituído pelo órgão responsável, o que comprovaria a ausência de violação intencional.

O caso

Marcello Gusmão é investigado por atear fogo no apartamento da ex-namorada, Marcela Maia, no bairro Ponta Verde, em fevereiro de 2025. O empresário chegou a ser preso por aproximadamente dois meses, sendo solto em abril do mesmo ano.

De acordo com a defesa da vítima, a liberdade foi concedida após o Ministério Público de Alagoas não se manifestar dentro do prazo sobre as acusações.

Marcello foi denunciado por tentativa de homicídio, violência psicológica, dano e incêndio. À época de sua soltura, ele negou as acusações e afirmou ser inocente.

Quando foi liberado, a Justiça impôs medidas cautelares, incluindo a proibição de qualquer tipo de contato com a vítima.

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