A Justiça do Rio de Janeiro realizou a audiência de instrução e julgamento do rapper Oruam, acusado de tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação em julho de 2025, com consequências significativas para a segurança pública na região.
Durante o depoimento, uma testemunha de defesa afirmou que os policiais não se identificaram e não apresentaram mandado, além de relatar que não presenciou a suposta agressão, o que levanta questões sobre a conduta policial na operação.
Os réus optaram por permanecer em silêncio, enquanto Oruam, que está foragido e com prisão preventiva decretada, é filho de um dos líderes do Comando Vermelho, o que pode complicar ainda mais a situação legal e social do caso.
A Justiça do Rio realizou a audiência de instrução e julgamento do processo em que o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, é acusado de tentativa de homicídio contra policiais civis.
LEIA TAMBÉM
A juíza Tula Côrrea de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital ouviu, nesta terça-feira (16) uma testemunha de defesa dos investigados. Também são réus no processo Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais.
No depoimento, Thallys Gabriel de Azevedo disse que os policiais estavam à procura dele na casa de Oruam. De acordo com a testemunha, os policiais não se identificaram nem apresentaram mandado de busca e apreensão. Ele também contou que foi colocado dentro do carro da Polícia Civil e que não viu a suposta agressão com pedras.
Em seguida, as defesas informaram que os réus optaram por permanecer em silêncio. Já Oruam está com a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanece foragido.
Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes históricos do Comando Vermelho, que está preso a quase 30 anos em um presídio federal, fora do Rio.
Caso - De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio, o ataque ocorreu em julho de 2025, durante operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes na casa de Oruam, no bairro do Joá, na zona sudoeste do Rio.
O delegado Moyses Santana e o então oficial de cartório da Polícia Civil Alexandre Ferraz foram cumprir um mandado de busca e apreensão contra Thallys Gabriel, à época menor de idade, apontado por envolvimento com o tráfico de drogas, quando teriam sido agredidos com uma pedrada.
Na época, Thallys conseguiu fugir da viatura policial e se escondeu em uma mata próxima, não sendo localizado.
LEIA MAIS
+Lidas