O ministro Nunes Marques do STF se declarou impedido de julgar a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes devido à revelação de pagamentos mensais ao seu filho, Kevin Marques, por serviços jurídicos, o que levanta questões sobre a imparcialidade no processo.
Mensagens de Daniel Vorcaro indicam um pagamento de R$ 500.000 ao filho de Marques, embora a defesa do advogado afirme que ele não prestou serviços ao Banco Master e que os valores recebidos foram de uma empresa diferente, sem relação com o STF.
Marques justificou sua decisão de se afastar do julgamento por não se sentir confortável em sua posição como ministro e presidente do TSE, enquanto a defesa de Kevin Marques continua a contestar as alegações feitas nas mensagens reveladas.
Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli, do STF, decidiram se declarar impedidos no julgamento desta terça-feira sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
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Marques justificou sua posição dizendo que não se sentia confortável, por ser ministro e presidente do TSE, em participar do julgamento.
"No entanto, eu entendo que eu tenho uma missão, e que para mim eu entendo que essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026. O TSE tem se mantido equidistante de todos que rondam o processo eleitoral. Eu não tenho dúvida, e os debates vão influir, que esse julgamento pode impactar o processo eleitoral. Então não me sinto confortável de participar desse julgamento. Eu me declaro impedido", afirmou o ministro.
Já Toffoli, que era relator das apurações envolvendo o Banco Master na Corte antes de André Mendonça, se declarou suspeito por motivo de "foro íntimo".
"Entendo que, como tenho me manifestado na turma pela suspeição — e reforço, não por me sentir impedido, mas por suspeição de foro íntimo, para preservação da Corte, no ponto de vista de eventuais especulações —, eu declaro a minha suspeição para participar desse julgamento, mas não me retirarei", disse Toffoli
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