Maceió

Laudo sobre Pinheiro confirma teoria de ex-professor da Ufal mostrada na TV Pajuçara

Redação do TNH1 com TV Pajuçara | 09/05/19 - 09h03 - Atualizado em 09/05/19 - 10h24
Reprodução/TV Pajuçara

O laudo divulgado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) sobre o que estaria causando as rachaduras em ruas e imóveis no Pinheiro, e em outros bairros próximos, aponta de forma clara o que já vinha sendo dito pelo ex-professor da Ufal, Abel Galindo, que a extração de sal-gema foi a causadora do problema.

De acordo com o assessor de hidrologia da CPRM, Thales Sampaio, a Braskem não constatou a presença de uma importante falha geológica na região, assim como não tinha registro das demais falhas.

“Em várias reuniões, eles me mostraram perfis estratigráficos e em vários desses perfis não tinha uma única fratura, uma única falha, e eu perguntava, onde estão as falhas e as fraturas? Perguntei a primeira vez brincando, e a resposta foi: ‘Não, aqui não tem falha ou fratura’”, descreveu.

O assessor explicou que as cavernas de extração do minério foram escavadas ao longo dessa falha, o que provocou a instabilidade do solo.

“Tem falhas e fraturas importantes, mas principalmente a escarpa do Mutange, que é uma falha importantíssima e de grande profundidade. E as 20 primeiras cavernas foram escavadas ao longo dessa falha, que com certeza desestabilizaram [o terreno]”, pontuou.

O relatório continua afirmando que algumas das minas de sal-gema desmoronaram, o que teria dado início ao problema, que evoluiu de forma rápida. A tese já havia sido apresentada pela TV Pajuçara e pelo portal TNH1, com base em estudos feitos pelo ex-professor da Ufal, Abel Galindo.

“Eu mostrei os trabalhos científicos e técnicos que eu pesquisei. Então isso me dá, de certa forma, um alívio, porque algumas pessoas podiam dizer que eu estava delirando. Então esse laudo aponta que o que estava falando tem fundamento sim, existem carvernas lá embaixo que deveriam ter sido fechadas”, concluiu.

O estudo do professor ganhou ainda mais força após a audiência pública no Senado, em março deste ano, onde uma nova informação afirmava que outros bairros da cidade estariam afundando.

Confira a reportagem exibida no jornal Pajuçara Noite: