Saúde

Maceió registra segunda maior incidência de Covid desde o início da pandemia, aponta observatório

Redação TNH1 | 01/02/21 - 10h02 - Atualizado em 01/02/21 - 10h18
Foto: Agência Brasília

Maceió registrou, nesta semana, a segunda maior incidência (número de novos casos em um período de tempo) de Covid-19 desde o início da pandemia. O dado é do Observatório Alagoano de Políticas Públicas Contra a Covid-19, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que aponta ainda que a capital concentra quase 70% dos casos do novo coronavírus no estado.

Nesta 4ª Semana Epidemiológica de 2021, a capital contabilizou 2.449 novos casos e 34 óbitos, que correspondem, respectivamente, a 68% e 54% do total de casos e óbitos registrados no estado nesse período. Os números perdem apenas para o início de junho de 2020, quando foram notificados 2.733 casos em Maceió.

De acordo com o Observatório, após se manter em um patamar próximo a 2.800 nas três primeiras semanas epidemiológicas (SE) de 2021, Alagoas registrou incidência de 3.625 casos de Covid na 4ª SE, o que corresponde a um aumento de 35% em relação à semana anterior.

Conforme o último relatório da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulgado na tarde desse domingo (31), Alagoas tem  117.768 casos confirmados e 7.816 casos suspeitos da Covid-19.

"O número de casos suspeitos continua alto, o que poderia elevar ainda mais esse resultado e reflete a dificuldade do estado com relação à testagem, importante mecanismo nas estratégias de controle da pandemia", trouxe o relatório.

Em relação aos óbitos, foram notificadas 63 mortes na 4ª SE, mesmo quantitativo que na semana anterior. 

Vacinação 

Segundo Boletim de Vacinação divulgado no último dia 301, a primeira dose foi aplicada a 44.136 pessoas em Alagoas, o que corresponde a aproximadamente 1,3% da população alagoana.

"Assim, apesar do início da campanha de vacinação que é a única estratégia efetiva para o controle da doença a médio prazo, a tendência de alta de casos e óbitos que vem sendo observada deve se manter nas próximas semanas dado que o número reprodutivo efetivo de Alagoas permanece acima de 1, indicando um crescimento da transmissão. A única forma de alterarmos essa curva é adotando medidas como higienização das mãos, uso da máscara e distanciamento social, que até a chegada da imunidade coletiva serão as ações individuais que cada um de nós pode fazer para colaborar com o controle da pandemia e poupar vidas", diz o relatório.

Ocupação hospitalar

Dos 224 leitos disponibilizados pela rede pública, 105 estavam ocupados, o que representa uma ocupação de 47%. O Agreste continua sendo a região que apresenta as maiores taxas de ocupação de UTI, sendo 65% em Arapiraca e 67% em Palmeira dos Índios.