Saúde

Maceió tem apenas 18 leitos de UTIs disponíveis para Covid, segundo última atualização da Sesau

Eberth Lins com TV Pajuçara | 17/03/21 - 12h10 - Atualizado em 17/03/21 - 13h09
Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas

"As medidas serão suficientes se respeitadas e devidamente fiscalizadas". O alerta é da infectologista Sarah Dominique, diretora do Hospital da Mulher, uma das principais unidades para tratamento de pacientes acometidos pela Covid em Alagoas. A unidade, a exemplo dos demais hospitais do estado, já enfrenta dificuldades na capacidade para receber e tratar pacientes acometidos pela forma grave da doença.

Para se ter ideia, o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulgado na tarde de ontem (16), informou que em Maceió só havia 18 leitos de UTI disponíveis para atendimento de pacientes de Covid. O número, no entanto, pode ter sofrido alteração para mais ou menos, nesta quarta-feira (17). A Sesau afirmou que uma nova atualização só será feita às 17h.

Em todo o estado, dos 326 leitos de UTI disponibilizados para pacientes com Covid, 287 já estão ocupados, ou seja, há apenas 39 leitos disponíveis segundo a última atualização. Os hospitais do interior do estado contam apenas com 21 leitos de UTI desocupados. 

De acordo com a infectologista, é imprescindível que as prefeituras de todo o estado sejam mais atuantes na fiscalização para evitar aglomerações, visto que será proibida a circulação de pessoas, sem justificativa, depois das 21h, em todo o território estadual, a partir desta sexta-feira (19). "A gente vê verdadeiros aglomerados e a fiscalização é falha", lembrou a médica em entrevista ao programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara/ Record TV, nesta manhã. 

Dominique ressaltou ainda que as novas medidas do decreto podiam ser mais rígidas, considerando a alta taxa de ocupação de leitos de UTI no estado, que ontem bateu o recorde de 88%.

"A fase vermelha preconiza um fechamento maior, mais amplo, mas acho que o governo tentou ponderar para evitar também o confinamento e outras repercussões não só financeiras e sociais, mas também no ponto de vista de saúde mental da população", explicou.

O chamado lockdown, no entanto, não está descartado, mantendo apenas serviços básicos, a exemplo de supermercados e farmácias. 

"Se a população não atuar de forma parceira junto ao governo, realmente será muito difícil.  A gente sabe que a população desagrada, acho que não há nenhuma medida que agrade a todos, mas a gente pede, no momento, que pensemos no bem maior, que é o coletivo", apelou a infectologista.

Veja a entrevista completa, ao Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara: