Uma mãe na Inglaterra implementou um sistema de 'mini democracia' em sua casa, onde as crianças participam de decisões familiares e contribuem com parte de sua mesada para um fundo comum, promovendo um senso de responsabilidade desde cedo.
Phoebe Lee, de 35 anos, explica que a filha de 7 anos recebe uma mesada de 3 libras, das quais 1 libra vai para a poupança, enquanto os pais também contribuem com 4 libras para um fundo compartilhado, que visa ensinar noções de orçamento e gratificação adiada.
A família espera que o fundo cresça com o tempo, permitindo que as crianças compreendam a importância de contribuir e participar nas decisões familiares, preparando-as para a vida em sociedade e a consciência financeira.
Uma mãe revelou que "tributa" a mesada da filha de 7 anos e realiza uma espécie de "mini democracia" na hora de tomar decisões em família. Phoebe Lee, de Twickenham, na Inglaterra, contou sobre a dinâmica incomum da casa, que inclui fazer os filhos votarem em escolhas domésticas e até contribuir com uma parte da mesada para a manutenção do dia a dia.
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Uma casa que funciona como "democracia"
Aos 35 anos, Phoebe mora com o marido, Alex, e os três filhos, de 7, 4 e 2 anos. Segundo ela, as regras servem para dar às crianças um senso de pertencimento e responsabilidade. "Embora eu e o Alex paguemos por tudo, esta também é a casa deles: queremos que eles sintam que podem tomar decisões no próprio lar", explicou ela, ao The Sun. A família tem, inclusive, um sistema de votação para atividades e compras.
Como funciona o "imposto"
Tanto os pais quanto as crianças fazem contribuições semanais para um "fundo da diversão", uma espécie de caixinha compartilhada usada quando querem gastar com algum agrado. Por enquanto, só a filha mais velha, de 7 anos, contribui com 20 centavos de libra (cerca de R$ 1,40), mas os dois mais novos devem seguir o mesmo caminho com o tempo.
"Ela recebe 3 libras por semana de mesada, e 1 libra vai para a poupança. Depois, ela pode ganhar mais dinheiro com tarefas, mas somos bem rígidos sobre quais são", contou a mãe. Cada um dos pais, por sua vez, coloca 4 libras na caixinha. Phoebe faz questão de frisar que a cobrança é "simbólica", ninguém está realmente pagando aluguel ou internet.
O que a mãe quer ensinar
Por trás da ideia incomum, há um objetivo claro: ensinar noções de orçamento, gratificação adiada e como funciona a vida em sociedade. "O imposto é sobre todo mundo. Ela vai sentir que contribuiu, mesmo sendo muito menos do que nós. Tem algo nisso que a faz sentir que também pagou por aquilo", disse.
Phoebe conta que tenta explicar à filha, de forma adequada à idade, que serviços como a saúde pública e a escola estatal existem porque as famílias pagam impostos. "Quero que ela comece a entender o sistema. Ele é desenhado para evitar o sentimento de que tudo é garantido, ao mesmo tempo em que dá às crianças um senso de inclusão na vida familiar."
Um fundo que deve crescer com o tempo
A expectativa da família é que a caixinha compartilhada cresça gradualmente, conforme as contribuições aumentam. Phoebe brinca que o valor pode, um dia, financiar itens maiores para a casa. "Esperamos aumentar os fundos... o que poderia comprar um ótimo trampolim de segunda mão", disse.
Para ela, o mais importante não é o dinheiro em si. "Não se trata de controle, e sim de entender como as coisas funcionam em uma família e, eventualmente, no mundo", concluiu. É uma forma de trazer as crianças para as decisões da casa sem que isso pese e de plantar, desde cedo, a semente da consciência financeira.
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