Mãe de vítima de condenada à morte que sobreviveu a injeção letal diz não acreditar que Christa Pike seja executada

Publicado em 07/10/2026, às 21h13
Reprodução
Reprodução

Por Extra

A mãe da vítima de Christa Pike afirmou, depois de a condenada à morte desafiar as probabilidades e despertar após uma tentativa de execução malsucedida em penitenciária no Tennessee (EUA), que não acredita que o Estado volte a tentar aplicar a pena capital no seu caso.

May Martinez, cuja filha de 19 anos, Colleen Slemmer, foi brutalmente assassinada em 1995, revelou que tinha o pressentimento de que Pike sobreviveria à tentativa de injeção letal.

Ao saber que a mulher de 50 anos está agora consciente e falando no hospital ao qual foi levada após a execução falha, May se mostrou descrente de que a pena capital seja aplicada após os desdobramentos e a proporção que o caso de Christa tomou.

"Contra todas as probabilidades, Christa Pike está consciente, falando e continua recebendo cuidados médicos intensivos", disseram em nota os advogados da condenada, Randy Spivey e Kelly Gleason. "Apesar das graves lesões sofridas nos braços, ela permanece algemada e acorrentada à cama. Sua recuperação é clinicamente sem precedentes. O prognóstico ainda é incerto, mas, no mínimo, esperamos uma recuperação longa", acrescentaram.

Questionada sobre o que preferiria que acontecesse a seguir, a mãe enlutada disse à WBIR, emissora afiliada da NBC:

"Não importa o que eu penso."

Frank Strada, chefe do Departamento de Correções do Tennessee, deixará o cargo ainda este mês, em resposta à falha na execução de Christa. Bill Lee, o governador do estado, determinou que as execuções sejam suspensas até o fim do ano. Só mais uma aplicação da pena de morte estava prevista.

O crime

Christa, aos 18 anos, e o seu então namorado, Tadaryl Shipp, com a ajuda de uma amiga, Shadolla Peterson, espancaram e torturaram até a morte Colleen Slemmer, de 19 anos.

O casal de namorados havia levado um pedaço do crânio de Colleen, uma migrante da Flórida que tentava a vida no Tennessee, como "lembrança" do crime brutal.

Christa temia que Colleen estivesse tentando "roubar o seu namorado", o que a levou a orquestrar o crime contra a "rival amorosa", disse a promotoria. Tadaryl teria concordado em participar para mostrar a sua fidelidade.

Os advogados de Christa solicitaram à Suprema Corte a suspensão da execução, citando o sofrimento dela com transtorno de estresse pós-traumático e o possível "sofrimento mental severo e terror psicológico adicional" decorrentes de ser amarrada a uma maca para receber a injeção letal. O apelo não foi aceito.

Por causa de abusos sofridos desde a infância, Christa pediu que todos os envolvidos na sua execução fossem mulheres. O pedido não foi atendido. Depois, a americana, dizendo estar "aterrorizada" com o processo de injeção letal, solicitou que fosse executada por enforcamento. O método, entretanto, não é usado no Tennessee desde o início do século passado.

Tadaryl recebeu sentença de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. No entanto, ele foi condenado posteriormente em 2004 por tentar estrangular outro detento durante uma briga na prisão, o que acrescentou 25 anos à sua pena. Na prisão, ele se converteu ao islamismo.

Shadolla, a outra comparsa, recebeu liberdade condicional após se tornar informante no caso do Estado contra Christa e Tadaryl.

Gostou? Compartilhe