Mãe é condenada após tentar matar bebê de 10 meses que chorava durante foto de mesversário

Publicado em 09/10/2026, às 07h28 - Atualizado às 07h48
Imagem ilustrativa - Magnific
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Por Joyce Maia*

Karen Cristina dos Santos Silva foi condenada a 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto por tentar matar seu filho de 10 meses durante uma festa, após o bebê chorar e não ficar imóvel para fotos.

O crime ocorreu em agosto de 2022, quando a mãe, irritada, agrediu a criança, levando a Justiça a considerar a lesão corporal grave e a incapacidade dela de exercer o poder familiar.

A criança está sob a guarda da avó materna, e a Justiça determinará a avaliação da situação dos outros dois filhos menores da condenada para verificar a necessidade de medidas de proteção.

Resumo gerado por IA

Karen Cristina dos Santos Silva, acusada de tentar matar o próprio filho, de 10 meses, após ele chorar e não ficar imóvel para uma foto durante a festa de mesversário, foi condenada a 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, pelo Tribunal do Júri, nessa quinta-feira (8), em Maceió.

Ela também foi considerada incapaz de exercer o poder familiar sobre a criança, que permanece sob os cuidados da avó materna.

O crime aconteceu em agosto de 2022, no bairro Ponta da Terra. Segundo a acusação, a mulher se irritou porque o bebê chorava e não ficava parado para as fotos da comemoração. Na ocasião, testemunhas relataram que ela teria pressionado o rosto da criança contra o bolo e, em seguida, jogado o filho no chão e o agredido com chutes e socos.

A condenação foi por lesão corporal grave contra o próprio filho. Na sentença, a Justiça considerou comprovadas a autoria e a materialidade do crime e entendeu que o consumo voluntário de drogas e medicamentos, alegado pela defesa, não afasta a responsabilidade penal da mulher.

A criança está sob a guarda da avó materna por determinação da Justiça da Infância e da Juventude. A decisão dessa quinta-feira também determinou que a situação dos outros dois filhos menores da condenada seja avaliada pela Justiça e pelo Conselho Tutelar, que deverão verificar se há risco e necessidade de medidas de proteção.

O julgamento ocorreu no Fórum do Barro Duro, presidido pelo juiz Geraldo Amorim.  

* Estagiária sob supervisão

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