Mãe faz ultrassom de rotina no bebê e descobre condição que acomete 1 em cada 40 mil

Publicado em 28/09/2026, às 18h31
Newsweek/Reprodução
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Por Revista Crescer

TiLiyah Dawson, de 22 anos, descobriu durante um exame de rotina que sua filha, Tyra, tinha um teratoma, um tumor raro que afeta um em cada 40 mil recém-nascidos, o que gerou grande preocupação e necessidade de intervenções médicas urgentes.

Após sentir dores intensas, TiLiyah foi transferida para um hospital onde foi realizada uma cesariana de emergência, pois o tumor crescido poderia causar danos severos durante o parto normal.

Tyra passou por cirurgias para remover o tumor e estabilizar suas vias respiratórias, e atualmente está se recuperando bem, com planos de continuar o acompanhamento médico e sessões de fonoaudiologia, enquanto seus pais compartilham a história para inspirar outros.

Resumo gerado por IA

TiLiyah Dawson, de 22 anos, fazia um exame de rotina para acompanhar o desenvolvimento do seu bebê, quando descobriu que a sua filha, Tyra, tinha uma anormalidade. No ultrassom, a equipe médica verificou que a bebê estava desenvolvendo um tumor raro chamado teratoma. Apesar de ser o tumor mais comum diagnosticado em recém-nascidos, a condição acomete apenas um em cada, aproximadamente, 40 mil bebês.

"Quando descobri, fiquei imediatamente preocupada. Eu estava tremendo, magoada e com medo, mas minha mãe sempre me tranquilizava, dizendo que tudo ficaria bem", contou TiLiyah à Newsweek.

Os teratomas são tumores raros que se originam de células germinativas e podem conter uma variedade de tecidos, incluindo osso, músculo e cabelo. Embora muitos sejam benignos, tumores grandes diagnosticados antes do nascimento podem representar sérios riscos para a mãe e o bebê.

A jovem de 22 anos, natural da Geórgia, nos Estados Unidos, descobriu que estava grávida em 2023, quando tinha acabado de se formar na Swainsboro High School. Apesar do desespero inicial, a rede de apoio fez uma grande diferença para a mãe de Tyra. Com cinco irmãos, TiLiyah cresceu em uma família grande e próxima.

"Era um caso de altíssimo risco"

TiLiyah havia ido realizar mais um ultrassom, porém começou a sentir uma intensa dor nas costas. "Eu tinha ido fazer um ultrassom com minha mãe e minha irmãzinha. Quando me sentei depois do exame, senti uma dor nas costas tão forte que achei que não conseguia andar", contou a mãe.

Imediatamente, a mãe de Tyra foi acompanhada para um hospital na cidade de Statesboro. "Era um caso de altíssimo risco, e os médicos de lá confirmaram que minha filha estava tentando nascer, mas eu não conseguia fazer força", disse ela. O tumor da bebê havia crescido de tal forma que passar por um parto normal poderia causar danos severos à mãe.

Diante do agravamento do caso, TiLiyah foi transferida para um segundo hospital, na cidade de Augusta. A mãe recebeu anestesia e pôde dar à luz, com segurança, apenas por meio de uma cesariana.

"Não pude vê-la nem segurá-la depois que nasceu. Tive que esperar até o dia seguinte para ir à UTI neonatal, e me lembro de ter ficado muito magoada", disse.

Quando TiLiyah e o pai de Tyra finalmente conheceram a filha pela primeira vez, a reação foi de choque. "Ficamos ali parados. Acho que ele ficou tão chocado quanto eu, ao vê-la deitada de lado com um tumor tão grande debaixo do pescoço", contou a mãe.

Os médicos conseguiram remover o tumor, mas Tyra ainda não estava fora de perigo. Com a retirada do tumor, as vias respiratórias ficaram flácidas e Tyra precisou passar por dois procedimentos: uma traqueostomia e um segundo para colocação de um tubo de alimentação para ajudá-la a se alimentar.

Com 2 anos, Tyra passou por procedimentos complexos. "Muitas vezes, ela precisava ser anestesiada para que os médicos pudessem inserir uma câmera na traqueia para ver como estava tudo e examinar os pulmões", lembrou.

Apesar disso, a família de Tyra recebeu a boa notícia de que o tumor não era cancerígeno. Como mãe de primeira viagem, TiLiyah contou que a experiência foi ainda mais desafiadora.

"Ela passou por tanta coisa. Ver meu bebê me deu forças para continuar. Eu acordava todos os dias e caminhava até a UTI Neonatal, mesmo estando em uma cidade completamente diferente, sem carro, quase sem comer e ainda nem recuperada da cesárea, só para ver meu bebê. Nunca vou me arrepender de um segundo sequer", ressaltou a mãe.

No momento, Tyra tem progredido. Tanto o tubo de traqueostomia quanto o de alimentação já foram retirados. Em janeiro, a menina também passou por uma cirurgia para fechar a pequena abertura no pescoço e está começando a aprender a falar.

"Ela está ótima agora, ainda tem algumas consultas de acompanhamento e sessões de fonoaudiologia, e o buraco no pescoço dela ainda está aberto, embora seja pequeno e fechará em breve. Minha vida mudou muito. Nunca passei por tantas emoções em tão pouco tempo", afirmou a mãe.

A decisão de compartilhar a história da filha veio do entendimento dos pais de que a trajetória de Tyra pode simbolizar esperança para aqueles que passam por momentos difíceis. O sonho agora é ver Tyra feliz e saudável.

"Espero me tornar enfermeira de UTI neonatal um dia. Estar lá com minha filha realmente me inspirou a trabalhar nessa área", disse TiLiyah.

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