Saúde

Mães denunciam falta de materiais básicos na Maternidade Santa Mônica

Eberth Lins com TV Pajuçara | 15/10/21 - 09h15 - Atualizado em 15/10/21 - 09h51
Maternidade Escola Santa Mônica | Foto: Carla Cleto / Agência Alagoas

O início do puerpério para mães com crianças internadas na Maternidade Escola Santa Mônica, no bairro Poço, em Maceió, tem sido de tensão e desapontamento com o serviço ofertado na unidade que é a principal maternidade de Alagoas. Nesta sexta-feira (15), um grupo de mães conversou com o Balanço Geral Alagoas/ da TV Pajuçara e denunciou a falta de insumos básicos.

Angélica Silva está internada com o filho recém-nascido e manifestou preocupação com a saúde do bebê. "Tá faltando gaze, luvas, seringas. Tá faltando tudo. Meu filho está prestes a fazer outra cirurgia, será que ele terá que usar a mesma seringa?", questionou.

Mães denunciam falta de insumos na Maternidade Santa Mônica. Foto: Reprodução / TV Pajuçara 

A mesma angústia foi compartilhada por Bianca da Silva, que tem uma bebê de dois meses internada. "Estamos tendo gastos aqui dentro comprando seringas e fraldas. Não tem roupa, não tem lençol, os funcionários estão usando as mesmas roupas", disse. "Meu filho teve uma infecção no coração, mas como ele vai melhorar tomando leite na mesma seringa o dia todo? Quem tem mais condições pode comprar e quem não tem, vai deixar o filho morrer?", acrescentou Maria Luiza que também tem um filho internado na unidade.

Servidora confirma denúncia -  As denúncias das mães foram confirmadas por uma enfermeira da maternidade, que pediu para não ser identificada para evitar retaliações. "Já tem semanas que a gente vem trabalhando sem insumos. Faltam seringas para fazer administração de medição e oferta de leite materno das mães, por exemplo", disse. 

A profissional disse ainda que por vezes se vê constrangida diante das pacientes ao ter que reutilizar materiais nos atendimentos. "Muitas vezes temos que reaproveitar as seringas e as mães estão vendo tudo isso. Agora mesmo já fomos informados que acabaram as máscaras cirúrgicas, de modo que vai pegar no próximo plantão terá que trabalhar entre 12 e 24 horas com a mesma máscara. Roupas para entrarmos na UTI não tem, o que a gente pode fazer? Ou fazemos ou seremos denunciados por negligência. Esse é um problema corriqueiro aqui na maternidade, mas hoje chegou ao extremo", desabafou a funcionária.

O TNH1 entrou em contato com a Maternidade Santa Mônica, que atribuiu o problema à desistência de fornecedores. Veja a nota na íntegra: A Direção da Maternidade Escola Santa Mônica informa que a situação de falta de insumos se deu em virtude de desistência de  fornecedores de processos firmados com a antecedência devida. A Direção reforça que a gestão da unidade já estava atuando sobre essa demanda e, na manhã desta sexta-feira (15), foi possível garantir o abastecimento desses materiais a partir de esforço conjunto da Sesau, Uncisal e Santa Mônica.