Polícia

Mais de 2 meses depois, mortes de músico e advogada seguem sem esclarecimento

Redação TNH1 | 20/02/19 - 18h00 - Atualizado em 20/02/19 - 18h07
Dudu Athayde e Dayana Monteiro foram encontrados mortos no dia 18 de dezembro do ano passado

Mais de dois meses depois, as mortes do músico Dudu Athayde e da advogada cearense Dayana Maria Monteiro seguem sem esclarecimento. A delegada Simone Marques, responsável pelas investigações, informou ao TNH1, nesta quarta-feira (20), que ainda depende dos laudos fornecidos pela Perícia Oficial para dar continuidade ao inquérito.

“Os exames podem apresentar informações técnicas importantes. O laudo vai mostrar informações sobre a casa, sobre a posição dos corpos, se houve luta corporal, se um pode ter matado o outro, se os ferimentos são compatíveis com a arma e se ocorreu alteração no local de forma intencional. A perícia é muito rica em detalhes”, disse Marques.

No dia do crime, um levantamento inicial do Instituto de Criminalística apontou que o músico teria atirado na mulher e cometido suicídio em seguida. Ele foi encontrado com uma arma de fogo em uma das mãos.

Em janeiro deste ano, a delegada esteve em Fortaleza para ouvir o irmão de Dayana. Anteriormente, uma amiga da advogada esteve em Maceió e também prestou depoimento para a polícia. Parentes do músico também estiveram na delegacia para serem ouvidos.  

O TNH1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Perícia Oficial de Alagoas e foi informado que o setor responsável encerrou o atendimento às 14h de hoje. Apenas nesta quinta-feira (21), o órgão deve dar uma resposta.

O caso

Dudu Athayde e Dayana Monteiro foram encontrados mortos em 18 de dezembro de 2018, na residência do músico, no Farol. Ele era considerado um dos principais baterista alagoanos e ficou conhecido no meio artístico alagoano por conta da passagem na banda de axé Cannibal. Já Dayana era advogada bem sucedida e tinha um escritório em Fortaleza com vasta cartela de clientes.