Manchas de óleo encontradas em praias do litoral norte de Maceió são compatíveis com petróleo, diz laudo

Publicado em 02/10/2026, às 16h33 - Atualizado às 16h40
Foto: Instituto Biota
Foto: Instituto Biota

Por Redação

Um laudo da Universidade Federal de Alagoas confirmou que manchas de óleo em praias de Maceió são compatíveis com petróleo, apresentando características de substâncias degradadas e expostas ao meio ambiente.

As amostras analisadas revelaram um material denso e pastoso, frequentemente encontrado em forma de crostas escuras, indicando que o petróleo passou por processos naturais de alteração devido a fatores ambientais.

Embora o laudo identifique sinais de degradação, ele alerta que os componentes mais persistentes do petróleo ainda podem representar riscos ambientais, e a origem do material continua desconhecida.

Resumo gerado por IA

Um laudo feito pelo Laboratório de Sistemas de Separação e Otimização de Processos, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), aponta que as manchas de óleo encontradas em um trecho de praia do Litoral Norte de Maceió, entre Riacho Doce e Guaxuma, apresentam características compatíveis com petróleo. O resultado da análise foi divulgado nesta sexta-feira (2).

Segundo a avaliação técnica, as amostras apresentaram características de petróleo já degradado e intemperizado, compatíveis com óleo bruto que foi exposto ao meio ambiente. O resultado é uma substância com aspecto pastoso, denso e asfáltico, frequentemente encontrada na forma de "bolotas de piche" ou crostas escuras nas praias.

Ainda de acordo com o laudo, o material teria passado por processos naturais de alteração após permanecer exposto às condições ambientais como evaporação, dissolução, ação da luz solar, marés, contato com sedimento e biodegradação por micro-organismos.

Apesar dos sinais de degradação identificados na amostra, o laudo alerta que o material não deve ser considerado inofensivo. Segundo a análise, o processo de intemperismo pode reduzir a presença de compostos mais leves e voláteis, mas não elimina necessariamente os componentes mais persistentes do petróleo, que podem permanecer no ambiente e representar risco ambiental.

A origem dos fragmentos de petróleo, no entanto, ainda é desconhecida.

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