Fórmulas, tecnologias e diferentes formatos de aplicador ajudam a personalizar o resultado da maquiagem
Poucos produtos conseguem transformar o olhar tão rapidamente quanto a máscara de cílios. Presente tanto nas maquiagens mais naturais quanto nas produções elaboradas, ela ganhou novas fórmulas, tecnologias e aplicadores desenvolvidos para entregar resultados cada vez mais específicos, que vão além da definição e oferecem efeito de volume intenso.
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Embora semelhantes à primeira vista, as máscaras apresentam fórmulas com tecnologias específicas para alcançar efeitos distintos. De maneira geral, a combinação de ceras, pigmentos, polímeros e agentes formadores de filme é responsável por características como aderência, intensidade da cor, flexibilidade e resistência.
Máscaras voltadas para volume, por exemplo, costumam apostar em fórmulas mais encorpadas, capazes de depositar uma quantidade maior de produto ao redor dos fios. Já aquelas desenvolvidas para alongamento e definição tendem a favorecer uma aplicação mais uniforme, evitando que vários cílios se unam durante as passadas.
Outra categoria que ganhou espaço é a das chamadas tubing máscaras. Diferentemente das máscaras tradicionais, elas utilizam polímeros que formam pequenos “tubos” ao redor dos cílios. A tecnologia tende a oferecer boa resistência a borrões e, dependendo da formulação, permite que o produto seja removido com água morna e uma leve pressão sobre os fios.
As versões à prova d’água, por sua vez, continuam sendo uma escolha estratégica para situações de calor, umidade, lágrimas ou longos períodos de uso. Sua maior resistência também pode ajudar a preservar a curvatura dos cílios depois do curvex. Em contrapartida, normalmente exigem uma remoção mais cuidadosa, com produtos adequados para maquiagem resistente à água.

Se a fórmula determina quanto produto chega aos cílios e como ele se comporta depois de seco, a escovinha ajuda a controlar onde e de que maneira essa fórmula será distribuída.
Os aplicadores de formato volumoso carregam mais produto e entregam um efeito de cílios mais cheios. Quanto maior e mais densa a escova, maior tende a ser sua capacidade de envolver vários fios de uma vez. Já aqueles com dentes curtos e bem separados, facilitam a definição. Eles funcionam quase como pequenos pentes, alcançando os cílios individualmente e ajudando a reduzir o efeito de fios grudados.
O desenho do aplicador também é importante para o resultado. Escovas curvadas acompanham o formato da linha dos cílios e podem ajudar a levantá-los durante a aplicação, sendo boas aliadas de quem procura curvatura. Já as escovinhas em formato de ampulheta, mais estreitas no centro e largas nas extremidades, ganharam popularidade entre as máscaras de volume. O desenho permite alcançar diferentes áreas enquanto deposita bastante produto.
Já os aplicadores cônicos, com uma extremidade mais fina, facilitam o acesso aos pelos menores dos cantos interno e externo dos olhos. Para quem procura precisão, escovas estreitas e pequenas também podem ser mais fáceis de controlar, especialmente nos cílios inferiores. “Nem sempre a maior escovinha entrega o melhor resultado. Quem tem olhos menores ou cílios curtos pode conseguir muito mais precisão com um aplicador fino. O importante é pensar tanto no efeito desejado quanto na anatomia dos olhos e dos cílios”, ensina Chloé Gaya, maquiadora e diretora artística da rede Jacques Janine.
O mesmo produto pode se comportar de maneiras diferentes, dependendo do comprimento, da quantidade e da curvatura natural dos cílios, e reconhecer essas características é o primeiro passo para encontrar a combinação ideal.
Sugestões de produtos: Máscara Peel-Off Panda Ultra Volume, de Dailus; Magic Curls, de Ruby Kisses; Máscara BT Wonder Lash, de Bruna Tavares.
Por Juliana Vaz
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