Médico legista realiza exame em criança internada no HGE após suspeita de estupro

Um médico legista do Instituto Médico Legal (IML) esteve no Hospital Geral do Estado (HGE) na manhã desta terça-feira, 09, para examinar a criança de 3 anos que pode ter sido estuprada pelo padrasto. O homem foi encaminhado à Central de Flagrantes na &u...

Publicado em 09/10/2018, às 12h51
PM esteve no HGE onde deteve o homem | Erik Maia / TNH1
PM esteve no HGE onde deteve o homem | Erik Maia / TNH1

Por Letícia Cardoso*

Um médico legista do Instituto Médico Legal (IML) esteve no Hospital Geral do Estado (HGE) na manhã desta terça-feira, 09, para examinar a criança de 3 anos que pode ter sido estuprada pelo padrasto. O homem foi encaminhado à Central de Flagrantes na última sexta-feira, 09, para prestar esclarecimentos.

Por meio de nota, o IML explicou que a solicitação do exame de corpo de delito foi feita ao órgão no fim do dia de ontem, 08, pela Delegacia Plantonista do Code, onde foi registrada a ocorrência policial. O laudo será encaminhado no prazo de 10 dias para a Delegacia Especial dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente, e o médico preferiu não se pronunciar previamente.

A criança continua internada no HGE e não há previsão de alta até o momento.

Investigação

O TNH1 entrou em contato com o delegado Ivanildo Brito, da Delegacia de Messias, primeiro a entrar na investigação, e ele afirmou que o crime de estupro não teria sido constatado. “O que nós apuramos foi que a criança teria caído na van enquanto ia de Messias para Maceió e, por isso, tinha alguns ferimentos pelo corpo”, expôs.

A reportagem também entrou em contato com a Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente, mas foi informada pelo chefe do cartório que, até o momento, o inquérito não foi recebido.

O caso

O padrasto, suspeito de ter abusado sexualmente da enteada, foi detido no HGE e encaminhado pelo 1º Batalhão de Polícia Militar à Polícia Civil para ser ouvido pelo delegado plantonista.

De acordo com a conselheira tutelar Ruth Matos, o homem teria um histórico de violência contra a criança. A mãe, que está grávida de 9 meses, teria um relacionamento conturbado com o suspeito e também sofreria agressões. A menina teria dado entrada no hospital com lesões por todo o corpo, além do trauma na cabeça.

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