Medida Provisória determina bloqueio de chamadas e mensagens abusivas

Publicado em 14/10/2026, às 11h10
Imagem meramente ilustrativa - Freepik
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Por Agência Câmara de Notícias

A Medida Provisória 1396/26 estabelece regras para autenticação e bloqueio de chamadas telefônicas e mensagens, visando combater fraudes nas telecomunicações. A medida, publicada no Diário Oficial da União, cria uma base de dados centralizada sob a supervisão da Anatel para facilitar a identificação das chamadas.

A autenticação das chamadas ocorrerá em três etapas, envolvendo prestadoras de origem, trânsito e terminação, enquanto chamadas não autenticadas serão bloqueadas, exceto em situações específicas definidas pela Anatel. Além disso, operadoras devem impedir chamadas de usuários que apresentem comportamento abusivo, como um alto volume de chamadas de curta duração.

A MP já está em vigor, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar lei. A Anatel será responsável por regulamentar os detalhes da implementação das novas regras.

Resumo gerado por IA

A Medida Provisória (MP) 1396/26 trata da autenticação, da identificação e do bloqueio de chamadas telefônicas e mensagens nas redes de telecomunicações. Também institui uma base de dados centralizada de recursos de numeração, sob supervisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para fornecer informações necessárias à autenticação e à identificação das chamadas.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) na terça-feira (13), a medida provisória tem como objetivo combater fraudes e o uso abusivo de chamadas telefônicas e mensagens.

Autenticação

A autenticação das chamadas será realizada em três etapas:

  • primeiro, a prestadora de origem deverá autenticar as chamadas telefônicas originadas em sua rede;
  • depois, as prestadoras de trânsito (ou provedoras de trânsito IP) deverão preservar a autenticação; e
  • por último, a prestadora responsável pela terminação da chamada deverá verificar a autenticação antes de entregar a ligação ao destinatário.

Bloqueio

As prestadoras de serviços de telecomunicações deverão bloquear, na etapa de terminação, a entrega das chamadas não autenticadas, salvo em hipóteses estabelecidas pela Anatel.

As prestadoras também deverão bloquear chamadas e mensagens que utilizem códigos de acesso em desacordo com as regras da Anatel.

A MP determina ainda que o nome da empresa e seu logotipo, quando houver, deverão ser exibidos ao destinatário das chamadas autenticadas.

Uso abusivo

As operadoras de telefonia que utilizam números públicos deverão impedir, por 15 dias, que usuários que fizerem uso abusivo do serviço realizem chamadas telefônicas.

Para aplicar essa regra, considera-se que há uso abusivo do serviço quando, no mesmo dia e em um mesmo serviço de telefonia, duas condições sejam atendidas:

  • volume de chamadas: o usuário faz mais de mil chamadas por número de acesso ou mais de 10 mil chamadas somando todos os números de acesso vinculados a ele;
  • proporção das chamadas de curta duração: pelo menos 85% de todas as chamadas realizadas pelo usuário são de curta duração, ou seja, aquelas não completadas, destinadas à caixa postal e completadas com duração de até seis segundos.

Exceção

A realização de chamadas por órgãos e entidades públicas e por prestadores de serviços de saúde, de segurança pública e de defesa civil não configura uso abusivo. Caberá à Anatel editar a regulamentação necessária.

Próximos passos

Como toda medida provisória, a norma já está em vigor desde a publicação, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar lei.

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