Menina bebe água de riacho, sangra pelo nariz por dias e médicos encontram sanguessuga na garganta

Publicado em 22/09/2026, às 17h12
Foto: Reprodução/Pixabay
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Por O Globo

Uma menina de 12 anos no Afeganistão precisou de atendimento médico após descobrir que um sangramento nasal era causado por uma sanguessuga de 8 centímetros alojada em sua garganta, resultado de beber água não tratada de um riacho durante um piquenique em família.

Os sintomas começaram com irritação na garganta e evoluíram para dificuldades para engolir e sangramentos frequentes, levando a família a buscar ajuda médica após uma semana de agravamento dos sinais.

A sanguessuga foi removida com sucesso, e a menina recebeu tratamento para anemia leve, com médicos alertando sobre os riscos de ingestão de água contaminada, especialmente para crianças, que são mais vulneráveis a complicações graves.

Resumo gerado por IA

Um simples passeio em família se tornou motivo de ida à emergência. Uma menina de 12 anos sofreu com o nariz sangrando após beber água de um riacho. O que a família não esperava era receber a notícia que o motivo para o sangramento era uma sanguessuga de 8 centímetros alojada na garganta da adolescente.

O caso ocorreu em Herat, no Afeganistão. A família havia feito um piquenique próximo a um riacho e nos dias seguintes, a menina sentiu uma leve irritação na garganta. Durante o período de uma semana os sintomas pioraram, e ela passou a ter dificuldade para engolir, sangramentos nasais frequentes e tosse.

Quando foi levada ao hospital e atendida pelos médicos, a equipe descobriu uma sanguessuga escura e viva, presa à garganta. A partir disso, descobriu-se que ela bebeu água não tratada diretamente do riacho enquanto estava deitada de bruços, com a boca na superfície da água.

Então, o animal foi removido com o uso de uma pinça médica. Um exame posterior indicou que não ficaram fragmentos restantes ou sangramento ativo no local onde a sanguessuga estava fixada. Por outro lado, foi necessário realizar um tratamento com a ingestão de ferro, pois a menina apresentou uma leve anemia.

O relato foi publicado por médicos na revista científica Clinical Case Reports por médicos da Universidade de Herat e da Universidade Jami.

"As crianças são particularmente vulneráveis ​​porque são mais propensas a ingerir água contaminada e porque o menor diâmetro das vias aéreas aumenta o risco de obstrução e perda sanguínea clinicamente significativa", escreveram os autores.

Segundo o trabalho, a saliva da sanguessuga contém substâncias anticoagulantes e dilatadoras dos vasos sanguíneos, incluindo a hirudina, que pode manter o sangramento mesmo em um pequeno ponto de fixação.

Os médicos alertaram que efeito anticoagulante, combinado com a possibilidade de uma sanguessuga se estender até as vias aéreas, pode levar a sangramento persistente e anemia clinicamente importante.

Outros casos similares relatados

Uma sanguessuga de 11 centímetros foi removida da orofaringe — a parte intermediária da garganta situada logo atrás da boca — de uma menina de 5 anos no ano passado. O processo foi realizado após causar anemia grave o suficiente para levar à insuficiência cardíaca. Além da remoção, foram necessárias transfusões de sangue.

Outros casos relatados na literatura descrevem a retirada de um animal da mesma espécie, desta vez medindo 2,5 centímetros, da garganta de um bebê de 6 meses na Etiópia. Assim como de uma menina de 7 anos que foi inicialmente tratada para faringite bacteriana antes de uma sanguessuga de 3 cm, engolida com água de uma nascente, ser encontrada em sua garganta.

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