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Menino de quatro anos sofre 'vasectomia acidental' durante cirurgia de hérnia nos EUA

Crescer Online | 15/06/22 - 12h22
Foto: Reprodução/Thinkstock

A família de um menino de quatro anos que foi acidentalmente submetido a uma 'vasectomia não intencional' durante uma cirurgia no Texas está processando o hospital e um médico por negligência médica, revelou a Fox News nesta terça (14). O menino estava passando por uma cirurgia para tratar uma hérnia na região genital em agosto de 2021, quando o cirurgião do Hospital Infantil do Texas, em Houston, cortou acidentalmente o canal deferente, tubo que transporta o sêmen dos testículos para a uretra.

A família afirma que o menino de quatro anos precisará passar por outras cirurgias para corrigir o problema, e mesmo com os avanços médicos, especialistas avaliaram que o garoto pode ter a fertilidade permanentemente prejudicada. O garoto precisou ser operado por causa de uma hérnia escrotal. O problema ocorre quando uma hérnia inguinal - caroço que aparece na virilha quando tecidos moles, como parte do intestino, se projetam através de um ponto fraco nos músculos abdominais - migra para a região do escroto.

O advogado que representa a família, Randy Sorrels, disse que o erro durante a cirurgia pode afetar o menino "pelo resto de sua vida". “Você sabe que coisas inesperadas acontecem na vida, mas não necessariamente nas mãos de um cirurgião, que simplesmente cortou o pedaço errado de anatomia. Acreditamos que o cirurgião cortou acidentalmente o canal deferente, um dos tubos reprodutivos que transporta o sêmen. Isso pode afetar essa criança para sempre", afirmou.

Quando o canal deferente é cortado, os espermatozoides não conseguem chegar à uretra, procedimento que é realizado na vasectomia para homens que não desejam ter mais filhos. Informações contidas no processo mostram que o cirurgião que realizou o procedimento não tem histórico de negligência e nunca havia tido problemas com pacientes.

O advogado da família, porém, afirma que o erro cometido na cirurgia do menino não é comum. "O médico não conseguiu identificar com precisão a parte da anatomia que precisava ser cortada. Infelizmente, cortou o ducto deferente além de retirar a hérnia. Isso só foi descoberto em exames posteriores para certificar que a estava tudo certo com a cirurgia", afirmou Sorrels. “A maior preocupação da família  é como esse erro  pode afetar a capacidade do menino de ter filhos no futuro e o impacto físico e emocional que isso pode ter".

Em comunicado, o Hospital Infantil do Texas afirmou: “A principal prioridade do Hospital Infantil do Texas é a saúde e o bem-estar de nossos pacientes. Devido a nossa política de privacidade, não podemos comentar".