Polícia

Menino Rhaniel reclamava sobre o consumo de drogas dentro de casa, diz Polícia

Ana Carla Vieira e Eberth Lins | 22/11/21 - 11h43 - Atualizado em 22/11/21 - 13h01
Eberth Lins/TNH1

Durante coletiva para a imprensa na manhã desta segunda-feira (22), a Polícia Civil deu detalhes sobre o que teria acontecido antes da morte do menino Rhaniel Pedro. De acordo com o delegado Bruno Emílio, o padrasto de Rhaniel, Vitor Oliveira, de 28 anos, trocou mensagens com o irmão, Vagner Oliveira, 25 anos, no dia 11 de maio deste ano, e o convidou para usar drogas na casa onde morava com a mãe do menino, Ana Patrícia, de 37 anos. 

Segundo a Polícia Civil, Vitor já tinha sido preso em São Paulo por roubo e tráfico de drogas e é usuário. O irmão dele, Vagner, também era usuário. O menino Rhaniel, segundo apontam as investigações, reclamava para outros familiares do relacionamento da mãe com o padrasto e sobre o consumo de drogas dentro de casa. 

O crime, portanto, teria acontecido após esse consumo, na madrugada do dia 12 e somente na madrugada do dia 13 o corpo do menino teria sido desovado no terreno onde foi encontrado. "Segundo os laudos técnicos e cadavéricos, quando foi achado, o corpo já estava flácido, o que acontece somente após 24 horas após a morte", explicou o delegado Bruno Emílio. Mas o que chamou a atenção da Polícia é que, apesar de haver seringas e preservativo perto do local do cadáver, o corpo estava limpo e vestido. Após a perícia, foi constatado que ele teria sido lavado e vestido, mas havia marca de material genético do padrasto Vitor e do irmão dele, Vagner, na cueca do menino. 

A polícia também revelou que houve uma simulação de um estupro contra o menino, isso porque foi introduzido algum material no ânus do garoto após a morte, possivelmente, para dar a entender que o Rhaniel foi estuprado e morto a caminho do reforço escolar. "Na parte de externa do preservativo [ encontrado próximo ao corpo do menino em um terreno abandonado no bairro Clima Bom]  havia material do Rhaniel e na parte interna não havia material de ninguém, o que nos leva a acreditar que o preservativo foi colocado em algum objeto", explicou o delegado Ronilson Medeiros, que também atuou investigando o caso.

"O que aconteceu no crime, de fato, a gente só vai saber se houver uma confissão. Mas não houve confissão nenhuma por parte dos três até agora", acrescentou o delegado.   A mãe, o companheiro dela e o cunhado foram indiciados por homicídio qualificado e estão detidos no sistema prisional de Alagoas.