Polícia

Mensagens de aplicativo mostram professor assediando aluna de 11 anos em Maceió

Prints de aplicativo de mensagem registram como o suspeito assediou a menina após aula online

Teresa Cristina | 24/03/21 - 19h15 - Atualizado em 24/03/21 - 19h38

Um professor de uma escola pública estadual localizada no bairro do Santos Dumont, bairro da parte alta de Maceió, é suspeito de assediar sexualmente uma aluna de 11 anos de idade.

A mãe da criança informou que o professor teria assediado a menina, com troca de mensagens em um aplicativo, após aulas online. O fato foi comunicado à direção da escola, que acionou o Conselho Tutelar da 7ª Região.

“Recebemos uma ligação da direção da escola informando que havia uma mãe precisando da assistência do conselho tutelar. A mãe relatou o que aconteceu e nos mostrou uma conversa entre o professor e uma menina”, informou o conselheiro tutelar Ariudo Alves ao TNH1.

Alves acompanhou a mãe e a garota à Delegacia dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente, no bairro da Jatiúca, onde foi confeccionado um Boletim de Ocorrência. Segundo ele, a mãe deverá ser ouvida no dia 05 de abril.

Prints mostram o assédio

O contato da menina com o professor teve início no dia 17 de março, segundo mostram prints de conversas do aplicativo WhatsApp. O diálogo começou com questionamentos sobre uma tarefa que a garota precisava entregar. A conversa seguiu até o dia 20.

Os prints das mensagens foram repassados pela mãe da menina ao conselheiro tutelar e disponibilizados para a TV Pajuçara e ao TNH1. Veja a sequência na galeria abaixo. 

Nas mensagens, o professor pede que a menina mande uma foto nua, mas que não conte a ninguém. Ele diz também que menina estaria liberada de entregar a tarefa e tiraria a nota máxima se enviasse a foto. O professor afirmou também que era policial civil e perguntou se a aluna faria sexo com um adulto.

TNH1
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A mãe da menina pegou o celular e continuou a conversa. O homem, então, disse que um amigo teria pego o telefone e conversado com a estudante. Ele havia dito que era policial civil, mas depois afirmou que estava estudando para um concurso para a Polícia Civil e que era promotor de Justiça. O professor pediu calma para a mãe da garota e disse que iria resolver a situação.

Secretaria de Educação

A Secretaria de Estado da Educação se pronuciou sobre o caso por meio de nota. Confira:

"A Secretaria de Estado da Educação informa que não tolerará nenhum tipo de assédio no ambiente educacional alagoano e que já está apurando o caso com o rigor que a denúncia exige".