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Mercado vive a expectativa de mudança no controle da Braskem

Em 30 de Março de 2026 às 11:35

Dois episódios recentes atingram a Braskem: os desentendimentos na família Odebrecht, grande acionista que acabou mudando o nome para Novonor, e o desastre ambiental causado pela empresa em Maceió, há 8 anos, afetando cinco bairros e milhares de pessoas.

No momento a companhia vive a expectativa do fechamento da transação de substituição acionária da Novonor pela IG4, que, juntamente com a Petrobras, deve assumir o controle da empresa em cerca de 60 dias.

"A operação, que envolveu os cinco maiores bancos do Brasil, encerra um impasse societário que se arrastou por anos e ajudou a piorar a estrutura financeira da maior petroquímica do país", como explica o portal "InvestNews".

A situação é de aparente dificuldade, como indica o balanço oficial do quarto trimestre de 2025 - no periodo, a Braskem registrou prejuízo líquido de R$ 10,3 bilhões e de R$ 9,9 bilhões no ano. O patrimônio líquido está negativo em R$ 16,5 bilhões.

Ainda segundo o "InvestNews", a situação é contornável:

"A IG4 é conhecida por entrar em empresas em situação de estresse financeiro e reestruturá-las. O caso mais emblemático é o da Iguá Saneamento, antiga CAB Ambiental, que reorganizou e transformou em uma das maiores operadoras privadas de água do país".

Felipe Jens, dirigente da Braskem, admite ser inevitável uma ampla reformulação.

“Não há discussão sobre a necessidade de fazer uma reestruturação”.
Roberto Ramos, CEO da compahia, justifica o atual momento:

“A dinâmica da indústria petroquímica seguiu impactada pelas incertezas do cenário externo considerando os conflitos geopolíticos e a guerra tarifária que pressionou ainda mais os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional. A Braskem segue implementando medidas estratégicas voltadas à geração sustentável de valor, com ênfase na maximização do Ebitda e na eficiência no uso de caixa”.

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