Alagoas

Mesmo sem marcas de agressão, mulheres vítimas de violência devem buscar delegacia

TNH1 com TV Pajuçara | 12/11/20 - 16h05 - Atualizado em 12/11/20 - 16h53
Reprodução / TV Pajuçara

O quadro "Fala, Defensor" desta quinta-feira (12) abordou a orientação para mulheres vítimas de violência doméstica. Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, a defensora pública Daniela Times explicou que, mesmo em caso de agressões que não deixem marcas visíveis, a mulher precisa solicitar o exame de corpo de delito junto à delegacia de polícia. 

"Quando acontece a violência é importante a gente esclarecer que existem dois tipos de violência física: as que deixam marcas e as que não deixam marcas. Por exemplo, um tapa no rosto, às vezes até uma agressão mais forte, mas que não deixam marcas... Um beliscão, um cascudo, às vezes não deixam marcas a depender da intensidade. É importante que a mulher se dirija até uma delegacia, registre a ocorrência e pegue, apesar da ausência de marcas, uma guia para exame de corpo de delito. Por que precisa mesmo quando não deixa marcas? Certa feita atendi uma mulher que havia sofrido agressão física, que não tinha marcas no corpo, mas que relatava muita dor no tórax. Quando ela foi ao IML (Instituto Médico Legal), constatou-se que estava com uma costela quebrada. É importante que, no momento em que registre a ocorrência, apesar de não ter marcas, ela relate para a polícia a situação de dor, que aí sim expediram uma guia para o exame de corpo de delito", detalhou a defensora. 

"Quando a lesão deixa marcas, é importante que ela vá até a delegacia, faça o registro da ocorrência e também pegue esta guia. É importante dizer que muitas acreditam que "Ah, eu já tirei fotos, os meus vizinhos viram". Mas é importante que pegue a guia do exame de corpo de delitos e se dirija até o IML para fazer o exame", ressaltou Daniela Times.

Assista a entrevista completa no vídeo abaixo.