Milionário que tenta voltar aos 18 anos guarda 'segredo' da namorada em freezer

Publicado em 06/08/2026, às 16h19
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Por Extra Online

A magnata, biohacker e empreendedor de tecnologia de 48 anos que busca voltar aos 18 está cada vez mais inserindo a sua namorada ao processo.

A novidade de Bryan Johnson envolvendo Kate Tolo: o multimilionário americano está mantendo congelado algo dela.

"O sangue menstrual da Kate está no meu freezer a -80 °C.Cerca de 10 ml", escreveu Johnson recentemente no X.

O sangue segundo o cofundador do projeto Blueprint, é "valioso e subutilizado".

"É uma forma não invasiva de observar o útero. Ela coletou o sangue durante seu último ciclo", comentou ele.

Johnson diz que a amostra será usada para buscar sinais de tecidos doentes, microplásticos, desreguladores endócrinos e os chamados "produtos químicos eternos" conhecidos como PFAS, que podem se acumular no organismo ao longo do tempo.

"Isso é ótimo porque você obtém os dados sem uma biópsia cirúrgica, o procedimento pode ser repetido a cada ciclo e mede diretamente o ambiente uterino, em vez de inferir informações a partir de um exame de sangue convencional", explicou Johnson, que, no fim do mês passado, questionou se havia ido longe demais na sua obsessão.

"Tenho refletido sobre o assunto e me pergunto se não fui longe demais com essa história toda de longevidade", escreveu ele.

A revelação sobre o sangue menstrual ocorre enquanto Kate, de 30 anos, participa de um projeto intensivo de 100 dias para coletar 14 milhões de pontos de dados sobre seu ciclo menstrual.

Bryan Johnson e Kate Tolo dizem acreditar na 'imortalidade' — Foto: Reprodução

Johnson compartilhou recentemente detalhes da rotina diária dela, que é planejada minuto a minuto e inclui cuspir em tubos de coleta, coletar amostras da bochecha com um cotonete e usar um absorvente interno de alta tecnologia para um monitoramento de saúde mais aprofundado.

A iniciativa, orçada em 2,6 milhões de dólares, visa ajudar a preencher lacunas na pesquisa médica sobre a saúde reprodutiva feminina.

"Estou fazendo isso realmente porque acredito que esse é o caminho para que as mulheres sejam compreendidas e vistas no mundo", disse Kate ao jornal "The Wall Street Journal" em julho.

Johnson já havia causado polêmica ao expor detalhes íntimos da namorada, a australiana Kate Tolo, de 28 anos, que também é adepta do biohacking. O magnata declarou que a vagina da parceira está no "top 1%". O americano explicou que uma amostra do muco da vagina de Kate "era dominada pela espécie bacteriana mais protetora que uma vagina pode abrigar".

Doença autoimune

Recentemente, Johnson revelou ter sido diagnosticado com uma doença autoimune, que faz com que "o estômago devore a si mesmo".

Embora sua rotina atual de saúde envolva a otimização de tudo, desde o sono até a fertilidade, nem sempre foi assim. Johnson contou que, quando criança, consumia regularmente fast-food e bebidas açucaradas.

Mais tarde, após anos lidando com estresse, ganho de peso e depressão crônica, o corpo do biohacker começou a desenvolver um processo autoimune que afetou a tireoide e o revestimento do estômago: a gastrite autoimune (GAI).

O prognóstico é desanimador: o magnata da tecnologia escreveu que "a medicina convencional admite a derrota, afirmando que nada pode ser feito além de controlar a condição". Johnson não sabia que estava lidando com essa doença, apesar de ela causar danos irreversíveis ao organismo — incluindo deficiência nutricional, anemia e maior risco de câncer.

Após ser diagnosticado com hipotireoidismo (uma tireoide pouco ativa que não produz hormônios suficientes) aos 21 anos, Johnson passou a utilizar suplementos de levotiroxina e Armour Thyroid para garantir o funcionamento adequado da glândula.

No entanto, embora não tenha notado sintomas, Johnson acredita que houve sinais precoces de GAI. Olhando para trás, ele percebe que "não havia ligado os pontos", observando níveis baixos de ferritina (proteína que armazena ferro) na ausência de anemia.

Quem é Bryan Johnson?

Johnson investe US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões) por ano em protocolos antienvelhecimento.

O magnata de Utah (EUA) fez grande fortuna após vender sua empresa de gateway de pagamento, Braintree Venmo, para o PayPal por US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões) em 2013.

A celebridade já havia revelado no seu canal no YouTube que começou a ganhar peso depois de jogar futebol americano no ensino médio.

Aos 21 anos, ele decidiu passar dois anos no Equador, quando foi acometido por várias doenças e não conseguia mais manter a comida no estômago, perdendo "muito peso", ele relembrou à revista "People":

"Nos primeiros meses, eu vomitava constantemente. Eu tinha diarreia o tempo todo, não conseguia comer nada, meu rosto ficava cheio de erupções cutâneas e acne, era simplesmente horrível. Eu era missionário e vivia em extrema pobreza no Equador".

Após vender a Braintree em 2013, Johnson concluiu que seu estilo de vida não o protegia de problemas de saúde recorrentes. Ele disse que se sentia acima do peso, estressado e deprimido, percebendo que precisava prestar mais atenção aos seus hábitos. Foi aí que Johnson fundou o Projeto Blueprint em 2021 e agora passa "cinco horas por dia" seguindo seu "protocolo de longevidade".

Ele afirma que seus biomarcadores agora estão nos percentuais mais altos e que sua "idade biológica" caiu em relação à sua idade cronológica, embora especialistas alertem que a ciência ainda é especulativa.

"Quando digo que nunca fui tão feliz em toda a minha vida, dá para entender de onde isso vem", acrescentou Johnson.

Intervenções polêmicas

Magnata Bryan Johnson substitui todo o plasma do corpo por proteína — Foto: Reprodução

Para se manter jovem, Bryan contratou uma equipe de dezenas profissionais de diferentes áreas para ajudá-lo. Uma das intervenções mais polêmicas a que o americano se submeteu, ocorrida em maio de 2023, incluiu não apenas a participação do filho, Talmage, mas também de seu pai de 70 anos, Richard, no que ele chamou de "a primeira troca de plasma multigeracional do mundo". Durante o procedimento, o empresário, seu filho e pai tiveram um litro de sangue drenado para extrair glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma. Dois meses depois, Bryan desistiu do método, já que, segundo ele, nenhum benefício foi alcançado.

Em outro procedimento, em outubro do ano passado, Bryan posou com uma bolsa do que chamou de "ouro líquido", anunciando que havia passado por um procedimento em que removeu o plasma sanguíneo de seu corpo e substituiu por albumina. Segundo Johnson, a técnica permitiria remover definitivamente os “poluentes não naturais” que circulam pelo organismo, como microplásticos, algo que nossos órgãos responsáveis pela filtragem de impurezas, como o fígado e os rins, não seriam capazes de realizar com sucesso, incrementando sua busca por uma juventude celular eterna.

"Eu me senti realmente compelido a querer fazer algo que melhorasse o mundo. Eu não sabia o quê. Então, o objetivo passou a ser ganhar muito dinheiro até os 30 anos e, com esse dinheiro, encontrar algo interessante para fazer", acrescentou ele, que já foi acusado forçar acordos de confidencialidade para funcionários não revelarem seu comportamento bizarro em empresa.

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