Ministra do TSE que determinou retirada de púlpito em debate já declarou voto em Lula

Publicado em 02/10/2026, às 08h04
Reprodução / Vídeo / Folha de S.Paulo
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Por TNH1 com agências

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que determinou que a TV Globo não exibisse o púlpito destinado aos candidatos ausentes no debate presidencial previsto para essa quinta-feira (1º), declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2022. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (2).

Segundo o jornal, uma gravação em que Estela manifesta apoio a Lula voltou a circular nas redes sociais após o cancelamento do debate. Na gravação (assista abaixo), cuja data não foi confirmada pela Folha, a então advogada afirma que votaria no petista na disputa contra Jair Bolsonaro (PL).

Na decisão relacionada ao debate, Estela determinou que a Globo não mostrasse o púlpito que seria utilizado para representar candidatos que não comparecessem ao encontro. O debate acabou sendo cancelado pela emissora após Flávio Bolsonaro desistir de participar e depois de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a presença do candidato Renan Santos (Missão).

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Estela Aranha. O espaço segue aberto.

A ministra chegou ao TSE em 2025, após ser nomeada pelo presidente Lula para uma das duas vagas destinadas a juristas. O mandato começou em agosto daquele ano e tem duração de dois anos.

Antes de integrar a Justiça Eleitoral, Estela ocupou cargos no governo federal. Ela foi secretária nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a gestão de Flávio Dino e também atuou na Presidência da República em assuntos relacionados à inteligência artificial e às relações internacionais. Em 2025, antes de assumir como ministra, trabalhou ainda como assessora da Presidência do TSE.

De acordo com a Folha, Estela integrou a lista tríplice de juristas encaminhada ao presidente da República para a escolha de uma das vagas do tribunal. O jornal também relata que Flávio Dino teria atuado em favor de sua indicação e que ela recebeu apoio do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

A trajetória profissional da ministra inclui ainda participação em discussões sobre proteção de dados, inteligência artificial e regulação de novas tecnologias. Ela integrou comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), participou de um conselho consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre inteligência artificial e de grupos de juristas do Senado responsáveis por debates sobre regulamentação tecnológica e atualização do Código Civil.

A manifestação eleitoral atribuída à ministra ocorreu em 2022, quatro anos antes da atual eleição presidencial.

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