Morte de blogueiro político: começa júri de acusado de executar crime em Alagoas

Publicado em 05/10/2026, às 08h32
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Por TNH1

Começou nesta segunda-feira (5) o julgamento de Carlos Henrique Ferreira Santos, acusado de executar o blogueiro político Adriano de Farias Firmino Silva, de 33 anos. A sessão acontece no Fórum do Barro Duro, em Maceió, e teve início nesta manhã.

Adriano Farias foi morto a tiros dentro do próprio carro na tarde de 18 de junho de 2024, em Junqueiro, no interior de Alagoas. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime teria sido motivado por questões políticas e pessoais.

Carlos Henrique foi preso em agosto daquele ano, em Teotônio Vilela, e cumpre prisão preventiva no sistema prisional da capital. Outros investigados foram impronunciados por ausência de indícios suficientes de participação na execução.

"Foi um crime com motivações políticas e pessoais. Executaram a vítima porque ela divulgava e dava publicidade a irregularidades", disse a promotora de Justiça Adilsa de Freitas, em entrevista à TV Pajuçara.

Como funciona um Tribunal do Júri

No Tribunal do Júri, cabe ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidir sobre a responsabilidade do acusado pelos crimes submetidos a julgamento. Eles são escolhidos por sorteio.

A sessão começa com a oitiva das testemunhas. Em seguida, ocorre o interrogatório do acusado, se estiver presente. Depois, são realizados os debates entre acusação e defesa.

O Ministério Público apresenta os argumentos da acusação e, na sequência, a defesa faz a sustentação em favor do réu. Após as manifestações, podem ocorrer réplica e tréplica.

Encerrados os debates, os jurados respondem, em uma sala secreta, aos quesitos formulados pelo juiz. A partir das respostas, o Conselho de Sentença decide as questões de competência, inclusive sobre a condenação ou absolvição do acusado.

Depois da votação, cabe ao juiz presidente proferir a sentença. Em caso de condenação, ele também realiza a aplicação da pena.

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