Móveis planejados vão além da estética: veja 6 dicas para acertar no projeto

Entender a rotina da casa e a forma como cada espaço é utilizado ajuda a criar soluções que façam sentido para os moradores

Publicado em 14/09/2026, às 16h30
Antes de investir em um móvel planejado, vale observar alguns pontos que podem mudar completamente a experiência no dia a dia (Imagem: Vukasin Ljustina | Shutterstock)
Antes de investir em um móvel planejado, vale observar alguns pontos que podem mudar completamente a experiência no dia a dia (Imagem: Vukasin Ljustina | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Na hora de decorar a casa, escolher os móveis costuma ser uma das etapas mais empolgantes. Entre tantas opções, os planejados chamam atenção pela possibilidade de aproveitar melhor os espaços e deixar cada ambiente mais organizado. No entanto, para que o investimento realmente faça diferença no dia a dia, o projeto precisa ir além da beleza e considerar a rotina de quem vai utilizar o móvel.

O arquiteto Gabriel Senna, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unime Lauro de Freitas, afirma que, antes de escolher cores e acabamentos, é importante considerar como o espaço será utilizado. “Um móvel planejado eficiente não é apenas aquele que ocupa todo o espaço disponível. Ele precisa facilitar a rotina. Antes de desenhar o projeto, é importante entender o que será guardado, com que frequência esses objetos são utilizados e quem vai acessar cada compartimento”, explica.

Abaixo, o especialista destaca algumas dicas para fazer o móvel planejado funcionar de verdade na rotina. Confira!

1. Pense no que realmente precisa ser guardado

Para definir o número de portas e gavetas, faça o levantamento dos objetos que ficarão no móvel. Roupas, eletrodomésticos, livros, utensílios e itens de uso diário possuem tamanhos e necessidades de armazenamento diferentes. A ideia é evitar dois problemas comuns: espaço desperdiçado ou armários cheios de compartimentos que não atendem às necessidades reais dos moradores.

2. Deixe à mão o que é usado todos os dias

Objetos de uso frequente devem ficar em locais de fácil acesso. Na cozinha, por exemplo, panelas, pratos e utensílios utilizados diariamente podem ser organizados próximos às áreas de preparo. No quarto, roupas e acessórios usados com mais frequência podem ocupar as gavetas e prateleiras mais acessíveis.

“A organização deve acompanhar a frequência de uso. Não faz sentido colocar um objeto utilizado todos os dias em um compartimento de difícil acesso enquanto aquilo que quase nunca é usado fica na altura das mãos”, orienta o especialista.

3. Atenção à disposição das tomadas

Televisão, cafeteira, forno elétrico, carregadores, aspirador de pó e outros equipamentos precisam de pontos de energia adequados. Definir a localização das tomadas depois que o móvel já está instalado pode resultar em fios aparentes, extensões e adaptações que comprometem tanto a estética quanto a funcionalidade. O projeto do mobiliário deve conversar com o projeto elétrico do ambiente.

Três pessoas observam e apontam para os armários superiores de um showroom de cozinha planejada branca; um homem de camisa azul segura uma prancheta enquanto o homem de camisa xadrez e a mulher apontam para os detalhes dos móveis.
A altura dos moradores, a idade e as limitações de mobilidade também devem ser considerados na hora de definir os móveis (Imagem: Vukasin Ljustina | Shutterstock)

4. Considere a altura de quem vai usar

Um móvel pode ser perfeitamente adequado para uma pessoa e pouco funcional para outra. Altura dos moradores, idade e limitações de mobilidade são aspectos que podem influenciar a definição de bancadas, armários, prateleiras e gavetas. Em uma casa com crianças ou idosos, por exemplo, a acessibilidade e a segurança também precisam entrar na conta.

5. Observe a circulação

Aproveitar cada centímetro não significa ocupar todos eles. Portas, gavetas e armários precisam abrir sem bloquear passagens ou bater em outros móveis. Em ambientes pequenos, esse cuidado é ainda mais importante. A profundidade do móvel e o espaço necessário para circulação devem ser avaliados em conjunto.

6. Pense na manutenção

Materiais, puxadores, revestimentos e acabamentos também precisam ser escolhidos considerando a rotina da casa. Em ambientes que acumulam mais gordura, umidade ou sujeira, por exemplo, superfícies fáceis de limpar podem fazer diferença. O mesmo vale para casas com crianças ou animais de estimação.

O arquiteto ressalta que tendências devem ser avaliadas antes de seguidas. “Portas sem puxadores e nichos abertos, entre outros diferenciais, podem não caminhar juntos à funcionalidade em alguns ambientes”, conclui o especialista.

Por Camila Crepaldi

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