Polícia

MPE pede instauração de inquérito e sindicância na Corregedoria da PM após desaparecimento de homem

Jonas Seixas da Silva, de 32 anos, está desaparecido desde o último dia 09, após uma abordagem policial enquanto voltava para casa, no Jacintinho.

TNH1 com Assessoria OAB AL | 23/10/20 - 19h22 - Atualizado em 23/10/20 - 19h28
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Após um ofício encaminhado pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB/AL), por meio da Comissão de Direitos Humanos (CDH), o Ministério Público de Alagoas (MPE/AL) requisitou a instauração de inquérito policial pela Polícia Civil, com delegado especial, para acompanhar o caso do desaparecimento de Jonas Seixas da Silva, de 32 anos. O jovem está desaparecido desde o último dia 09, após uma abordagem policial enquanto voltava para casa, na Grota do Cigano, no bairro do Jacintinho.

"Após a OAB Alagoas ser noticiada sobre o fato, a nossa Comissão de Direitos Humanos encaminhou diversos ofícios, incluindo um ao Ministério Público de Alagoas, solicitando a adoção das medidas cabíveis. Hoje recebemos a notícia do deferimento e pedido do MPE de instauração de um inquérito com delegado especial. Também tivemos como resposta ao ofício, dadas as informações repassadas por familiares, que o desaparecimento ocorreu após abordagem policial, da solicitação do Ministério Público para a instauração de sindicância pela Corregedoria da Polícia Militar. Precisamos esclarecer as circunstâncias desse desaparecimento e o que aconteceu após a abordagem. Um drama que a família já vive há quase 15 dias. É preciso resposta", pontuou o presidente da OAB Alagoas, Nivaldo Barbosa Jr.

O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Daniel Gueiros, também comentou sobre o atendimento ao ofício da OAB Alagoas por parte do MPE sobre o Caso Jonas. "O Ministério Público também pediu a realização de uma série de diligências para a Polícia Civil e para a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), inclusive requerendo o envio das imagens de câmeras instaladas nas proximidades do suposto local do fato", disse.

A Corregedoria da Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre o caso.