MPE registra ocorrências, mas avalia que eleições foram dentro da normalidade em Alagoas

Publicado em 04/10/2026, às 18h35
MP Eleitoral fiscaliza Eleições Gerais 2026 e registra ocorrências pontuais em Alagoas - Foto: Assessoria
MP Eleitoral fiscaliza Eleições Gerais 2026 e registra ocorrências pontuais em Alagoas - Foto: Assessoria

Por Redação

Durante as Eleições Gerais de 2026 em Alagoas, o Ministério Público Eleitoral registrou diversas ocorrências, mas concluiu que nenhuma delas comprometeu a regularidade da votação no estado. Um total de 90 promotores eleitorais monitoraram as 55 zonas eleitorais em colaboração com a Justiça Eleitoral.

Entre os incidentes, foram apreendidos materiais de propaganda irregular em várias cidades, e a Polícia Militar contabilizou 22 registros de ilícitos eleitorais, incluindo casos de boca de urna e compra de votos. A fiscalização também identificou problemas como o transporte irregular de eleitores e a falta de exposição de documentos exigidos pela legislação.

O Ministério Público tomou medidas para apurar as irregularidades, encaminhando casos ao Tribunal Regional Eleitoral e à Procuradoria Regional Eleitoral. Apesar das ocorrências, a atuação dos promotores garantiu que o pleito transcorresse de forma regular, incluindo a instalação de uma seção eleitoral na aldeia Wassu Cocal, que beneficiou 391 eleitores locais.

Resumo gerado por IA

O Ministério Público Eleitoral registrou diferentes ocorrências durante as Eleições Gerais de 2026 em Alagoas, mas avaliou que os episódios não comprometeram a regularidade da votação no estado. Ao longo deste domingo (4), 90 promotores eleitorais acompanharam o pleito nas 55 zonas eleitorais, em articulação com a Justiça Eleitoral e sob coordenação da Procuradoria Regional Eleitoral.

Entre os casos identificados estão apreensões de material de propaganda irregular em municípios como Paripueira, Viçosa, Maceió, Delmiro Gouveia e Jequiá da Praia. Na capital, também foi constatado o chamado “derrame de santinhos” nas proximidades de locais de votação nos bairros de Ponta Verde e Jatiúca.

Segundo o promotor de Justiça José Carlos Castro, responsável pela fiscalização na região, o material encontrado pode caracterizar propaganda eleitoral irregular e, conforme as circunstâncias, crime eleitoral. O caso foi comunicado ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas e à Procuradoria Regional Eleitoral, com solicitação de apuração para identificar os responsáveis.

Em Viçosa, material de propaganda apreendido foi encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral para análise e adoção das medidas cabíveis. Já na Barra de Santo Antônio, houve registro de ocorrência envolvendo transporte irregular de eleitores. Também foi identificada uma situação em que a zerésima, documento emitido pela urna antes do início da votação, não estava exposta. Após intervenção do Ministério Público, os documentos foram afixados nos locais de votação.

Em Branquinha, a fiscalização não identificou ocorrências relevantes. Um dos questionamentos registrados envolveu fiscais partidários que buscavam prioridade para votar. A orientação dada foi para que aguardassem a ordem da fila, já que a legislação eleitoral estabelece situações específicas de preferência e não garante prioridade aos fiscais partidários apenas em razão dessa função.

Na Escola Estadual Princesa Isabel, em Maceió, uma eleitora solicitou votar acompanhada do neto, alegando sofrer de ansiedade. O pedido foi analisado de acordo com as regras eleitorais, mas o acompanhamento não foi autorizado.

Um dos registros considerados relevantes durante o pleito ocorreu na aldeia Wassu Cocal, em Joaquim Gomes. Pela primeira vez, a comunidade indígena contou com uma seção eleitoral instalada na própria aldeia, permitindo que 391 eleitores votassem sem precisar se deslocar para outra localidade. A fiscalização da seção foi acompanhada pelo Ministério Público Eleitoral.

A atuação dos promotores ocorreu em todo o estado, com acompanhamento direto das juntas eleitorais. A estrutura havia sido planejada antes da votação: 90 promotores do Ministério Público Estadual foram mobilizados para atuar nas 90 juntas eleitorais distribuídas pelas 55 zonas eleitorais de Alagoas. 

Durante o dia, os representantes do Ministério Público acompanharam denúncias e possíveis irregularidades e, nos casos necessários, encaminharam as situações às autoridades responsáveis pela investigação ou adoção de medidas judiciais.

O balanço do MPE ocorre em um cenário no qual outros órgãos também registraram ocorrências durante a votação. Até as 17h, a Polícia Militar de Alagoas contabilizou 22 registros relacionados a ilícitos eleitorais. Foram 10 ocorrências envolvendo propaganda eleitoral e recolhimento de bandeiras, cinco casos de boca de urna, cinco de compra de votos e duas ocorrências de desordem que prejudicou os trabalhos eleitorais.

Apesar dos registros, o Ministério Público Eleitoral informou que nenhuma das situações acompanhadas durante a votação comprometeu a regularidade do pleito em Alagoas.

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