Mulher diz à polícia que fez sexo com pastor e usou drogas com homem que morreu em motel

Publicado em 16/10/2026, às 18h30
Foto: Google Maps - Homem que morreu em suíte de motel em Catanduva estava acompanhado de casal
Foto: Google Maps - Homem que morreu em suíte de motel em Catanduva estava acompanhado de casal

Por G1

Uma mulher de 26 anos relatou à polícia que um homem de 33 anos morreu em um motel em Catanduva (SP) após consumir drogas, incluindo cocaína e maconha, na companhia dela e de um pastor. O pastor tentou fugir do local após a morte, arrombando o portão do motel.

O trio se reuniu no motel, onde a vítima começou a passar mal após o uso de substâncias, levando a mulher a se preocupar e decidir ir embora. O pastor, que ofereceu a cocaína, ficou com a vítima e tentou reanimá-la após ela apresentar sinais de convulsão.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a morte foi confirmada no local. A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado como morte suspeita e outras infrações relacionadas ao uso de drogas.

Resumo gerado por IA

A mulher de 26 anos que estava na suíte onde um homem de 33 anos morreu, em um motel de Catanduva (SP), afirmou à Polícia Civil que a vítima consumiu drogas antes de passar mal. os dois estavam acompanhados de um pastor, que derrubou o portão do estabelecimento ao tentar fugir do local na noite de segunda-feira (12).


O g1 teve acesso com exclusividade aos detalhes do depoimento da mulher. Aos policiais civis, ela relatou que havia conhecido a vítima cerca de 15 dias antes e, desde então, eles mantiveram relações sexuais casuais, embora o homem demonstrasse interesse em assumir um relacionamento sério.

Conforme consta no documento, a jovem chegou ao motel de carro por volta das 18h, acompanhada da vítima e do pastor, de 47 anos. Em seguida, o trio foi para a suíte, onde consumiu bebida alcoólica e entorpecentes, como maconha e cocaína. De acordo com a mulher, a cocaína havia sido oferecida pelo pastor.

Pouco tempo depois, a vítima relatou à dupla que estava passando mal e entrou no banheiro. Nesse intervalo, a mulher disse que o pastor perguntou se ela tinha compromisso sério com o outro homem e a convidou para "aproveitar o local", ocasião em que os dois mantiveram relações sexuais.

Na sequência, a vítima retornou do banheiro, sentou-se em uma cadeira e ficou observando a dupla. A mulher chegou a chamar o homem para se juntar a ela e ao pastor, mas ele recusou o convite e aparentou estar com ciúmes.


Após o término da relação sexual, a jovem disse ter estranhado a mudança de comportamento da vítima.


Ao ser questionado, o homem admitiu estar chateado por ela não ter ido a uma confraternização na casa dele pouco antes.


De acordo com o documento, em seguida, a vítima voltou para o banheiro alegando mal-estar. Incomodada com a situação, a mulher recolheu suas roupas e foi esperar no carro, pois queria ir embora.

A morte

Pouco depois, ainda do lado de fora da suíte, a mulher relatou ter ouvido o barulho de um copo de vidro se quebrando e, em seguida, o pastor gritou: "Tá repreendido, o sangue de Jesus tem poder!".


Assustada, ela decidiu retornar ao quarto e encontrou o pastor debruçado sobre o outro homem, tentando reanimá-lo e jogando água em sua boca. A vítima estava nua, apresentava sinais de convulsão e expelia água e espuma pela boca.

Segundo o depoimento, a mulher colocou a cabeça do homem no colo dela, notou que ele apresentava coloração arroxeada e utilizou o celular da vítima para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


Em seguida, o pastor disse que precisava sair do motel, pois corria o risco de ser preso e não poderia estar em um local como aquele. Ele tentou pagar a conta, mas foi impedido pelos funcionários do estabelecimento. Diante da negativa, o evangélico arrombou o portão usando o carro e fugiu.

Atendimento à vítima

Ainda segundo o depoimento da mulher à polícia, a equipe do Samu realizou manobras de reanimação, mas o óbito do homem foi constatado dentro da suíte.

O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame necroscópico, que vai determinar a causa exata da morte.


O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Catanduva, registrado inicialmente como morte suspeita, dano, fraude processual, outras fraudes e porte de drogas para consumo pessoal.

Gostou? Compartilhe