Uma mulher de 26 anos foi presa em Goiás por supostamente enganar pessoas ao afirmar que sua filha de três anos tinha câncer, arrecadando dinheiro para tratamentos inexistentes. A polícia investiga que mais de 200 pessoas podem ter sido vítimas do golpe, que ocorreu em academias de vários bairros e cidades.
A investigação revelou que a criança não possui câncer e que a mulher arrecadou cerca de R$ 17 mil com doações, utilizando histórias emocionais para pressionar as vítimas. Ela vendia rifas e solicitava transferências via Pix, interrompendo aulas para contar sua narrativa falsa.
A prisão ocorreu após denúncias de contradições nas histórias contadas pela suspeita em diferentes locais, levando donos de academias a alertar as autoridades. A mulher foi autuada por estelionato e encaminhada ao sistema prisional, enquanto a polícia continua a apurar o caso.
Uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante nesta quinta-feira (18) em Goiás, suspeita de fingir que a filha de três anos tinha câncer para pedir dinheiro.
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Suspeita abordava frequentadores de academias com história falsa sobre leucemia. Segundo a Polícia Civil, ela dizia que a filha estava em tratamento contra câncer (LLA) e pedia doações para fazer exames para saber se a doença havia se espalhado, pedindo para vítimas comprarem rifas e enviarem dinheiro via Pix.
Investigação aponta que a criança não tem câncer. De acordo com as apurações, a menina não está fazendo nenhum tratamento oncológico, e a narrativa usada pela mãe era falsa.
Polícia acredita que mais de 200 pessoas possam ter caído no golpe. Segundo a corporação, o golpe foi aplicado em academias de pelo menos quatro bairros de Catalão, e a suspeita também atuava em outras cidades do estado.
Mulher foi localizada na GO-330, próximo a Urutaí, e tinha R$ 17 mil em espécie. O valor, segundo a investigação, foi obtido com as doações obtidas junto às vítimas. Ela foi autuada em flagrante por estelionato no Geic de Catalão e encaminhada ao sistema prisional.
Suspeita interrompia aulas para contar a história. Segundo relato de uma vítima à TV Anhanguera, ela pediu para parar o treino e disse que a filha estava internada na UTI do Hospital Araújo Jorge. "Todo mundo se comoveu. Tinha muita mãe ali na hora", contou.
Rifas eram vendidas a R$ 30 cada ou duas por R$ 50. Além das rifas, a mulher também solicitava transferências via Pix.
Ela pressionava as vítimas para conseguir os pagamentos. Um dos frequentadores relatou que a suspeita disse ter autorização da dona da academia para pedir ajuda e insistiu até que ele fizesse o Pix.
Contradições entre as versões levantaram a desconfiança das vítimas. Donos de academias perceberam que ela contava histórias diferentes dependendo do local, e o cruzamento de informações entre os estabelecimentos levou ao acionamento da polícia.
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