Mulher tem falência hepática, três paradas cardíacas e danos cerebrais após usar suplemento viral do TikTok

Publicado em 21/10/2026, às 14h49
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Estado de Minas

Lois Kinder, uma britânica de 44 anos, desenvolveu falência hepática e danos cerebrais após consumir diariamente um suplemento de ashwagandha, adquirido pela internet, por um ano. O uso contínuo da substância, promovida nas redes sociais, resultou em complicações graves que exigiram transplante de fígado e cuidados intensivos.

Os problemas de saúde começaram com sintomas como vômitos e icterícia, levando Lois a buscar atendimento médico, onde foi diagnosticada com insuficiência hepática aguda. Médicos suspeitam que o fitoterápico tenha sido a causa principal do seu estado crítico.

Atualmente, Lois está em reabilitação neurológica na UTI, sem certeza sobre sua recuperação total. Para ajudar com os custos do tratamento, amigos iniciaram uma campanha de arrecadação na plataforma GoFundMe, enquanto os médicos planejam publicar um estudo sobre seu caso.

Resumo gerado por IA

A britânica Lois Kinder, de 44 anos, teve falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais após ingerir diariamente um suplemento de bem-estar comprado pela internet. Antes do uso contínuo da substância, encontrada por meio do TikTok, ela mantinha uma rotina saudável.

A paciente consumiu durante um ano, sempre depois do café da manhã, uma goma de ashwagandha. A erva asiática é divulgada nas redes sociais para relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa, sendo comercializada por 5 libras, o equivalente a cerca de R$ 33.

No Brasil, o comércio de suplementos com ashwagandha é proibido. As normas nacionais permitem o consumo apenas de versões manipuladas, preparadas sob prescrição de médico ou nutricionista especializado em fitoterapia.

Sintomas e falência hepática


Os problemas começaram no início de julho, quando Lois apresentou vômitos, além de pele e olhos amarelados. Ao procurar um clínico geral acreditando estar com virose, o médico solicitou exames de sangue e tomografia do fígado.

Em 13 de julho, a filha Imogen, de 19 anos, encontrou a mãe desacordada no sofá de casa. Lois não havia acordado o filho caçula, Jacob, de 15 anos, para ir à escola. Levada com urgência ao hospital, ela recebeu o diagnóstico de insuficiência hepática aguda.

A equipe médica colocou Lois em coma induzido. Três dias depois, ela seguiu transferida para a Unidade de Terapia Intensiva Hepática do Hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, unidade especializada em transplantes de emergência no Reino Unido.

Cirurgia e danos cerebrais


Lois passou por um transplante de fígado em 22 de julho. Durante a operação, ela sofreu três paradas cardíacas provocadas por um coágulo que bloqueou a artéria responsável por irrigar o pulmão. A falta de oxigenação gerou lesões no cérebro.

Os médicos indicaram que o fitoterápico provavelmente causou o quadro hepático. O marido, Oliver Kinder, relatou que os profissionais questionaram o uso de produtos com ashwagandha logo após a conferência dos primeiros exames.

Lois permanece internada na unidade de terapia intensiva, acordada, realizando reabilitação neurológica diária. A equipe de saúde ainda não sabe se ela conseguirá voltar a andar ou se recuperará totalmente a mobilidade.

Para ajudar nos custos do tratamento e na reestruturação da moradia da família, amigos organizaram uma campanha na plataforma "GoFundMe". Os médicos responsáveis pelo caso pretendem publicar um artigo científico detalhando a condição da paciente.

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