Quando o CSA voltou à Série A do Campeonato Brasileiro escrevi um texto, na "Tribuna Independente", com o titulo "Nada é por acaso".
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Explicava eu, naquele momento, que o CSA havia saído da condição de "fora de série" e alcançado a elite do futebol brasileiro, após passar sequencialmente, ano a ano, pelas Séries D, C e B, graças principalmente ao trabalho do então presidente Rafael Tenório.
Foi Rafael quem tirou o clube de uma situação pré-falimentar - basta dizer que antes dele o CSA havia passado 14 anos sem sequer ter conta bancária - para uma situação de normalidade administrativa.
Para chegar a isso, levou consigo parte da equipe que atuava nas suas empresas, o que foi grande diferencial na sua gestão.
Poucos se lembram, mas o CSA somente não permaneceu na Série A por causa de uma derrota inesperada, no Trapichão, na reta final da competição.
A boa e eficiente gestão se repete agora, porém com o tradicional rival, o CRB, que alcançou na final contra o ASA o título de pentacampeão, conquista inédita no futebol alagoano.
Para chegar a isso, o CRB encontrou uma diretoria que soube dar continuidade ao trabalho do ex-presidente Marcos Barbosa, tendo à frente o empresário Mário Marroquim e como presidente do Conselho Deliberativo o também empresário Kennedy Calheiros.
A marca registrada dessa dupla tem sido a eficiência- basta dizer que em 20 de setembro do ano passado, no evento pelo aniversário do clube, Kennedy Calheiros revelou com orgulho: "O CRB é um dos poucos clubes do futebol brasileiro que não deve um tostão a ninguém".
Isso explica quase tudo do sucesso que vem sendo obtido em campo, sendo o clube com mais tempo de participação na Série B do Campeonato Brasileiro e, recentemente, com bons resultados na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste, além do Campeonato Alagoano - nos útimos 50 anos, o CRB conquistou 21 dos títulos estaduais.
O CRB de hoje é, sem dúvida, uma instituição organizada administrativamente e os resultados em campo são consequência disso.
Graças, principalmente, à união entre as correntes internas do clube, como ficou evidenciado nesta campanha do penta, quando os grupos de Mário Marroquim e Marcos Barbosa, que se confrontaram em 2024 na eleição para a diretoria, estavam unidos na busca pelo objetivo final, que terminou por ser alcançado.
Alcançado o sonhado penta, o objetivo, embora alguns conselheiros discordem, passa a ser buscar voltar à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, na qual estreou em 1972, quando a competição ainda era denominada Campeonato Nacional, na época da antiga Confederção Brasileira de Desportos.
Enfim, nada é por acaso...
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