Embarcação com mais de 130 anos deixou o Recife com destino a Penedo, mas não conseguiu concluir a viagem e acabou abandonada na praia
O Vapor Mundaú, uma embarcação que naufragou há mais de 130 anos em Pajuçara, Maceió, ainda é visível entre os arrecifes, servindo como um lembrete histórico da navegação no século XIX.
O navio, que partiu do Recife em 1889, enfrentou problemas técnicos logo após deixar Maceió, resultando em seu abandono na costa, mas sem deixar vítimas entre passageiros e tripulantes.
Atualmente, a estrutura do Mundaú atrai turistas e moradores, que se surpreendem com a história do navio, que coexistiu com as famosas piscinas naturais da região, reforçando a importância cultural do local.
Quem passa pela praia de Pajuçara para aproveitar as piscinas naturais pode não imaginar que o mar guarda uma história com mais de um século. Entre os arrecifes, ainda é possível observar parte da estrutura do Vapor Mundaú, embarcação que teve a viagem interrompida em Maceió há mais de 130 anos.
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Os restos do navio foram mostrados em uma reportagem exibida pelo programa Fique Alerta, da TV Pajuçara. A equipe navegou até o local para mostrar a estrutura que permanece submersa e ouvir moradores, turistas e uma historiadora sobre a história da embarcação.
Navio deixou Recife com destino a Penedo
O Mundaú pertencia à Companhia Pernambucana de Navegação Costeira por Vapor e saiu do Recife em 22 de julho de 1889. Na época, a embarcação já tinha cerca de 30 anos de operação e vinha recebendo críticas nos jornais pelas condições de conservação.
A viagem seguia pelo litoral nordestino, transportando passageiros e mercadorias. Dois dias depois de deixar o Recife, o navio chegou ao porto de Jaraguá, em Maceió, onde recebeu uma mala postal com correspondências que vinham do Norte do país.
O destino seguinte era Penedo. O Mundaú deixou Maceió na madrugada de 25 de julho, mas a viagem durou poucos minutos.

Problema fez embarcação parar em Pajuçara
Pouco depois de sair do porto, a tripulação percebeu que seria necessário fazer uma manutenção no navio. A embarcação, porém, não conseguiu retornar para Jaraguá. O Mundaú, portanto, acabou sendo levado para a região da Pajuçara, onde ficou nos arrecifes. Sem condições de continuar navegando, o navio foi abandonado no local.
Apesar do fim da embarcação, o episódio não deixou vítimas. Passageiros, tripulantes e as mercadorias foram retirados com a ajuda de botes que atendiam ao porto.
A historiadora Luana explica que o episódio não foi exatamente um naufrágio em alto-mar. O navio apresentou problemas técnicos, não conseguiu seguir viagem e acabou abandonado nos arrecifes da praia.
Restos do navio ainda aparecem entre os arrecifes
Mais de 130 anos depois, parte da estrutura de ferro continua no local. A variação da maré faz com que trechos do casco fiquem mais visíveis, permitindo que visitantes tenham contato com o que sobrou da embarcação.
Para quem conhece a região há décadas, a presença do Mundaú não é novidade. A história, no entanto, ainda surpreende muitos moradores e visitantes.
Hoje, o Mundaú divide espaço com um dos principais cartões-postais de Maceió. Em meio às piscinas naturais e aos passeios de jangada, a estrutura que resiste ao tempo ajuda a lembrar que, muito antes da Pajuçara se tornar um dos destinos turísticos mais conhecidos de Alagoas, aqueles mesmos arrecifes já faziam parte de uma história iniciada no século XIX.
Confira a reportagem completa no canal da TV Pajuçara. no YouTube:
Estagiária sob supervisão.
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