Ao se derramar em elogios a Lula (PT), quando da visita do presidente da República a Maceió, o prefeito João Henrique Caldas (PL) não desagradou apenas à maioria dos seus potenciais eleitores bolsonaristas.
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Pelas redes sociais, os termos mais comuns usados por esses que se mantêm fiéis ao ex-presidente Jair Bolsonaro são “traição”, “traidor” e “ingratidão”.
Mas boa parte do pessoal mais ligado a JHC também não digeriu bem a forma extremamente elogiosa com que o prefeito fez a saudação a Lula, embora poucos tenham o topete de lhe dizer isso pessoalmente, pelo risco de perder os espaços ocupados na administração municipal.
Para completar o cenário desfavorável ao prefeito, há quem não esqueça da empolgação do senador e ministro Renan Calheiros Filho (MDB) ao elogiar JHC e manifestar desejo de lhe dar “um forte abraço”.
O que soa como falsidade ou queimação, já que ambos devem se enfrentar na disputa pelo governo do Estado, se é que o confronto ainda existirá depois dos últimos acontecimentos.
As outras alternativas para JHC também são desgastantes politicamente, depois dos elogios a Lula e da mensagem de Renanzinho - terminar o mandato na prefeitura ou concorrer ao Senado – porque o estrago já está feito após as evidências de adesismo.
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