Apesar de alguns eleitores e analistas políticos etenderem de forma contrária, o vice-prefeito Rodrigo Cunha (Podemos) teve uma atuação destacada nos seis anos em que exerceu mandato de senador.
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Além da circunstância de nesse pouco tempo até ter sido vice-presidente do Senado, ocupava com frequência a tribuna, apresentava projetos e propostas relevantes, especialmente em defesa o consumidor.
E foi um dos poucos políticos a encarar com altivez o desastre ambiental causado pela Braskem em Maceió, inclusive, por iniciativa sua, o Senado promoveu amplo debate sobre essa tragédia que ainda hoje afeta milhares de pessoas, com participação de técnicos, ambientalistas e represetantes de órgãos oficiais de fiscalização.
Ousou até, em 2022, encarar o favoritismo do governador Paulo Dantas (MDB), enfrentando-o de igual pra igual, apesar da sua evidente fragilidade para desbancar do poder um grupo com forte estrutura partidária e maioria absoluta de prefeitos, deputados e vereadores.
Ainda assim, com toda a sua peculiar modéstia, terminou deixando de ser eleito governador por uma pequena diferença de votos.
Ao assumir como vice-prefeito, Rodrigo Cunha assumiu também o cargo de secretário de Infraestrutura de Maceió e desde estão o pouco que tem aparecido em termos de divulgação é para se referir às obras e ações da sua pasta.
Na iminência de assumir a prefeitura, diante da hipótese bastante viável de o prefeito João Henrique Caldas (PL) renunciar até 4 de abril para ser candidato ao governo ou ao Senado, Rodrigo se mantém em respeitável silêncio sobre essa e outras questões políticas.
Bem ao estilo "boca de siri", como diz o dito popular...
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