'O pai entrou em contradição', diz conselheiro tutelar sobre morte de bebê

O conselheiro tutelar da 4ª Região, Celso Deoclécio, que recebeu a denúncia do crime de violência sexual contra um bebê de apenas dois meses no bairro de Bom Parto, contou ao programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara, ...

Publicado em 01/09/2020, às 07h43
Reprodução/TV Pajuçara
Reprodução/TV Pajuçara

Por TNH1 com TV Pajuçara

O conselheiro tutelar da 4ª Região, Celso Deoclécio, que recebeu a denúncia do crime de violência sexual contra um bebê de apenas dois meses no bairro de Bom Parto, contou ao programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara, que o pai da criança, principal suspeito do estupro seguido de homicídio, entrou em contradição ao tentar explicar o que teria acontecido com a vítima.

Segundo Deoclécio, o homem de 21 anos, que estaria sozinho com o filho na residência, apresentou a versão de que o bebê se engasgou e que as marcas no corpo dele seriam por causa da massagem cardíaca realizada para salvá-lo.

"O pai entrou em contradição, inicialmente ele contou uma versão de que a criança havia sofrido um engasgo, e ele dizendo que tinha feito massagem cardíaca nela. [...] Nós recebemos a denúncia de que o bebê foi espancado e sofrido maus-tratos, quando chegamos no hospital já fomos informado pela equipe médica que a criança entrou em óbito durante o trajeto da residência até o hospital". 

"Como vimos que se tratava de um crime, encaminhamos o caso para a delegacia. A competência é toda da polícia para realizar os procedimentos", completou.

O Conselho Tutelar foi informado sobre o crime pela Polícia Militar. Os agentes de segurança do 1º Batalhão confirmaram que fizeram buscas para localizar o suspeito e prendê-lo após um laudo médico sobre o possível abuso sexual sofrido pelo bebê.

"A base comunitária do Vergel foi acionada pelo oficial de operações do 1º Batalhão para averiguar a morte da criança. Chegando lá, a assistente social e o médico desconfiaram porque a criança apresentava sinais de agressão física, violência sexual. O médico fez um laudo de como recebeu a criança, nas condições, e a gente, de imediato, acionou o Conselho Tutelar", revelou à reportagem um militar que não quis se identificar.

Vizinha tentou salvar bebê

Uma vizinha, que também preferiu o anonimato, revelou ao repórter Netto Motta que saiu com o bebê nos braços à procura de ajuda, mas infelizmente ele não resistiu. Ela também destacou que a criança já foi encontrada com muitos ferimentos no corpo.

"Eu estava na casa da minha irmã, e minha ex-cunhada chegou desesperada na porta pedindo para chamar o Samu. Eu na curiosidade fui olhar o que estava acontecendo, quando cheguei vi a minha mãe, minha avó e minha ex-cunhada tentando reanimar o bebê. No desespero, peguei a criança e saí correndo pelo meio da rua para levar ao hospital".

"Ao chegar, o médico tentou reanimar ele, não conseguiu e percebemos que tinham vários hematomas pelo corpo do bebê. Depois nós tiramos a fralda dele, a roupa, e constatamos que estava uma situação diferente no ânus do bebê, como se fosse estupro", acrescentou.

A Polícia Civil vai investigar o crime.

Assista à reportagem:

Gostou? Compartilhe