Polícia

'O pai entrou em contradição', diz conselheiro tutelar sobre morte de bebê

TNH1 com TV Pajuçara | 01/09/20 - 07h43 - Atualizado em 02/09/20 - 08h28
Reprodução/TV Pajuçara

O conselheiro tutelar da 4ª Região, Celso Deoclécio, que recebeu a denúncia do crime de violência sexual contra um bebê de apenas dois meses no bairro de Bom Parto, contou ao programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara, que o pai da criança, principal suspeito do estupro seguido de homicídio, entrou em contradição ao tentar explicar o que teria acontecido com a vítima.

Segundo Deoclécio, o homem de 21 anos, que estaria sozinho com o filho na residência, apresentou a versão de que o bebê se engasgou e que as marcas no corpo dele seriam por causa da massagem cardíaca realizada para salvá-lo.

"O pai entrou em contradição, inicialmente ele contou uma versão de que a criança havia sofrido um engasgo, e ele dizendo que tinha feito massagem cardíaca nela. [...] Nós recebemos a denúncia de que o bebê foi espancado e sofrido maus-tratos, quando chegamos no hospital já fomos informado pela equipe médica que a criança entrou em óbito durante o trajeto da residência até o hospital". 

"Como vimos que se tratava de um crime, encaminhamos o caso para a delegacia. A competência é toda da polícia para realizar os procedimentos", completou.

O Conselho Tutelar foi informado sobre o crime pela Polícia Militar. Os agentes de segurança do 1º Batalhão confirmaram que fizeram buscas para localizar o suspeito e prendê-lo após um laudo médico sobre o possível abuso sexual sofrido pelo bebê.

"A base comunitária do Vergel foi acionada pelo oficial de operações do 1º Batalhão para averiguar a morte da criança. Chegando lá, a assistente social e o médico desconfiaram porque a criança apresentava sinais de agressão física, violência sexual. O médico fez um laudo de como recebeu a criança, nas condições, e a gente, de imediato, acionou o Conselho Tutelar", revelou à reportagem um militar que não quis se identificar.

Vizinha tentou salvar bebê

Uma vizinha, que também preferiu o anonimato, revelou ao repórter Netto Motta que saiu com o bebê nos braços à procura de ajuda, mas infelizmente ele não resistiu. Ela também destacou que a criança já foi encontrada com muitos ferimentos no corpo.

"Eu estava na casa da minha irmã, e minha ex-cunhada chegou desesperada na porta pedindo para chamar o Samu. Eu na curiosidade fui olhar o que estava acontecendo, quando cheguei vi a minha mãe, minha avó e minha ex-cunhada tentando reanimar o bebê. No desespero, peguei a criança e saí correndo pelo meio da rua para levar ao hospital".

"Ao chegar, o médico tentou reanimar ele, não conseguiu e percebemos que tinham vários hematomas pelo corpo do bebê. Depois nós tiramos a fralda dele, a roupa, e constatamos que estava uma situação diferente no ânus do bebê, como se fosse estupro", acrescentou.

A Polícia Civil vai investigar o crime.

Assista à reportagem: