Não ganhou a devida divulgação um documento encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sua visita a Maceió, na sexta-feira passada.
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Trata-se da “Carta do povo Kucuru-Kariri ao Presidente da República e à sociedade alagoana”.
No texto, uma cobrança “pela homologação definitiva de nossas terras”, em Palmeira dos Índios, “como ato de justiça histórica, de fiel cumprimento da Constituição Federal de 1988 e de promoção da paz social”.
O pleito é resumido numa frase: “Defendemos que a eventual retirada das famílias não indígenas que ocupam nosso território seja conduzida pelo Estado com responsabilidade, diálogo e respeito à dignidade humana, conforme os princípios da justiça social.”
Objetivamente, os indígenas palmeirenses explicam o que pretendem, caso obtenham a homologação definitiva do território:
“Queremos nossas terras para semear, colher, partilhar e rezar. Não para a especulação, mas para a vida que brota, resiste e permanece.”
Pode até não parecer, mas essa questão é uma das mais complexas das que dependem, em Alagoas, de uma solução jurídica com componente político.
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