Originária da África do Sul, infusão pode ser uma alternativa para quem deseja reduzir o consumo de cafeína no dia a dia
Para quem gosta de uma bebida quente, mas busca diminuir o consumo de cafeína, o rooibos pode ser uma opção para variar o cardápio. Produzida a partir das folhas e dos ramos da planta Aspalathus linearis, originária da África do Sul, a infusão chama atenção por ser naturalmente livre de cafeína e pela presença de compostos antioxidantes.
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Apesar de ser popularmente chamado de chá, o rooibos não é produzido a partir da Camellia sinensis, planta que dá origem aos chás verde, preto e branco. Por isso, é classificado como uma infusão e possui características diferentes das bebidas tradicionais à base de chá.
Segundo Natália Ipaves, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o rooibos contém compostos fenólicos, substâncias estudadas por sua ação antioxidante no organismo. “Os antioxidantes ajudam a combater a ação dos radicais livres, moléculas que, quando estão em excesso, estão relacionadas ao estresse oxidativo e a danos celulares. Isso não significa que uma única bebida seja capaz de prevenir doenças, mas ela pode fazer parte de uma alimentação equilibrada”, explica.
Uma das principais características do rooibos é justamente a ausência natural de cafeína. Diferentemente do café e dos chás verde e preto, a bebida pode ser uma alternativa para pessoas mais sensíveis à substância ou que desejam reduzir seu consumo, especialmente próximo ao horário de dormir.
Isso não significa, porém, que o rooibos tenha efeito sedativo. “A vantagem é que ele não oferece o estímulo provocado pela cafeína. Para algumas pessoas, trocar bebidas cafeinadas no período da noite pode contribuir para hábitos mais adequados de sono”, explica a professora Natália Ipaves.

De sabor naturalmente suave e levemente adocicado, o rooibos pode ser consumido quente ou gelado e combinado com ingredientes como canela, frutas e especiarias. Evitar a adição excessiva de açúcar é importante para preservar a proposta de uma bebida saudável.
Apesar dos possíveis benefícios, Natália Ipaves reforça que nenhuma infusão deve ser encarada como tratamento para doenças. Pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos, gestantes, lactantes ou indivíduos com condições específicas de saúde devem buscar orientação profissional antes de incluir plantas e infusões de forma frequente na rotina.
Por Priscila Dezidério
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