Contextualizando

O que resta do bolsonarismo em Alagoas

Em 28 de Janeiro de 2026 às 09:00

Após as manifestações elogiosas do prefeito João Henrique Caldas (PL) ao presidente Lula (PT) e das recentes demonstrações de apreço dos senadores do MDB Renan Calheiros, pai e filho, a JHC, o que resta da direita em Alagoas?

É a pergunta que se impõe no momento, tendo em vista, principalmente, a circunstância de o prefeito de Maceió ser o presidente estadual do PL, legenda associada diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que embora preso e inelegível, mantém acesa a chama do bolsonarismo, como revelam inúmeras pesquisas de opinião.

A partir das evidências de que está entabulado um grande acordo envolvendo JHC, Lula, Renan e Renan Filho para a disputa eleitoral deste ano, sobram poucos nomes com respaldo para encarar com chances reais uma disputa majoritária – governador ou senador.

Alfredo Gaspar de Mendonça desponta de forma isolada com esse perfil, pela postura de oposição em nível local e nacional, com a imagem reforçada pelo destaque como relator da CPMI do INSS.

Além dele, num patamar mais abaixo, há o ex-deputado estadual Davi Davino Filho, que teve grande desempenho quando em 2022 encarou o favorito Renan Filho para o Senado e perdeu por pequena margem, o deputado federal Fábio Costa e o deputado estadual Cabo Bebeto.

Somando o potencial de todos eles, é muito pouco voto diante da estrutura que precisarão enfrentar.

Superar esse desafio é a inglória missão desses órfãos do bolsonarismo.

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